Evolução Histórica
DelfosSegundo autores, existe duas linhas de pensamentos, no qual a História do Turismo se divide. A primeira seria que o Turismo se inicia no Século XIX como deslocamento cuja finalidade principal é o ócio, descanso, cultura, saúde, negócios ou relações familiares. Estes deslocamentos se distinguem por sua finalidade dos outros tipos de viagens motivados por guerras, movimentos migratórios, conquista, comércio, etc. Não obstante o turismo tem antecedentes históricos claros. Depois, se concretizaria com o então movimento da Revolução Industrial. A segunda linha de pensamento se baseia em que o Turismo realmente se iniciou com a Revolução Industrial, visto que os deslocamentos tinham como intuito o lazer.
[editar] Idade Antiga
Na História da Grécia Antiga, dava-se grande importância ao turismo e para o tempo livre em que dedicavam à cultura, diversão, religião e desporto. Os deslocamentos mais destacados eram os que se realizavam com a finalidade de assistir as olimpíadas (que ocorriam a cada 4 anos na cidade de Olímpia). Para lá se deslocavam milhares de pessoas, misturando religião e deporto. Também existiam peregrinações religiosas, como as que se dirigiam aos oráculos de Delfos e ao de Dódona.
Durante o Império Romano os romanos frequentavam águas termais (como as das termas de Caracalla). Eram assíduos de grandes espectáculos, como os teatros, e realizavam deslocamentos habituais para a costa (muito conhecidos como o caso de uma vila de férias a "orillas del mar"). Estas viagens de prazer ocorreram possivelmente devido a três factores fundamentais: a ‘’Pax Romana’’, o desenvolvimento de importantes vias de tráfego e a prosperidade económica que possibilitou a alguns cidadãos meios financeiros e tempo livre.
[editar] Idade Média
Peregrino em MecaDurante a Idade Média ocorreu num primeiro momento um retrocesso devido ao maior número de conflitos e a recessão econômica, entretanto surge nesta época um novo tipo de viagem, as peregrinações religiosas. Embora já tenha existido na época antiga e clássica, entretanto o Cristianismo como o Islã estenderam a um maior número de peregrinos e deslocamentos ainda maiores. São famosas as expedições desde Veneza a Terra Santa e as peregrinações pelo Caminho de Santiago (desde 814 em que se descobriu à tumba do santo), foram contínuas as peregrinações de toda Europa, criando assim mapas e todo o tipo de serviço para os viajantes. Quanto ao Turismo Islâmico de Hajj a peregrinação para Meca e um dos cinco Pilares do Islamismo obrigando a todos os crentes a fazerem esta peregrinação ao menos uma vez em sua vida.
[editar] Idade Moderna
Isabel I, Rainha da Inglaterra e Irlanda.As peregrinações continuam durante a Idade Moderna. Em Roma morrem 1.500 peregrinos por causa da peste.
E neste momento quando aparecem os primeiros alojamentos com o nome de hotel (palavra francesa que designava os palácios urbanos). Como as viagens das grandes personalidades acompanhadas de seu séqüito, comitivas cada vez mais numerosas, sendo impossível alojar a todos em palácio, ocorre à criação de novas edificações hoteleiras.
Esta é também a época das grandes expedições marítimas de espanhóis, britânicos e portugueses que despertam a curiosidade e o interesse por grandes viagens.
Ao final do século XVI surge o costume de mandar os jovens aristocratas ingleses para fazerem um gran-tour ao final de seus estudos, com a finalidade de complementar sua formação e adquirir certas experiências. Sendo uma viagem de larga duração (entre 3 e 5 anos) que se fazia por distintos países europeus, e desta atividade nascem as palavras: turismo, turista, etc.
Existindo um ressurgir das antigas termas, que haviam decaído durante a Idade Média. Não tendo somente como motivação a indicação medicinal, sendo também por diversão e o entretenimento em estâncias termais como, por exemplo, em Bath (Inglaterra). Também nesta mesma época data o descobrimento do valor medicinal da argila com os banhos de barro como remédio terapêutico, praias frias (Niza,…) onde as pessoas iam tomar os banhos por prescrição médica.
[editar] Idade Contemporânea
Com a Revolução Industrial se consolida a burguesia que volta a dispor de recursos econômicos e tempo livre para viajar. O invento do maquinário a vapor promove uma revolução nos transportes, que possibilita substituir a tração animal pelo trem a vapor tendo as linhas férreas que percorrem com rapidez as grandes distâncias cobrindo grande parte do território europeu e norte-americano. Também o uso do vapor nas navegações reduz o tempo dos deslocamentos.
Freedom of the Seas, o maior navio cruzeiro do planeta, símbolo da era das grandes viagens marítimas.Inglaterra torna-se a primeira a oferecer passagens de travessias transoceânicas e dominam o mercado marítimo na segunda metade do século XIX, o que favorecerá as correntes migratórias européias para a América. Sendo este o grande momento dos transportes marítimos e das companhias navais.
Começa a surgir na Europa o turismo de montanha ou saúde: se constroem famosos sanatórios e clínicas privadas européias, muitos deles ainda existem como pequenos hotéis guardando ainda um certo charme. É também nesta época das praias frias (Costa azul, Canal da Mancha,…).
[editar] Thomas Cook
Ver artigo principal: Thomas Cook
Em 1840 Thomas Cook, considerado o pai do Turismo Moderno, promove a primeira viagem organizada da historia. Mesmo tendo sido um fracasso comercial é considera como um rotundo sucesso em relação a organização do primeiro pacote turístico, pois se constatou a enorme possibilidade econômicas que, este negócio, poderia chegar a ter como atividade, criando assim em 1851 a Agência de Viagens “Thomas Cook and son”.
Em 1867 inventa o bono o “voucher”, documento que permite a utilização em hotéis de certos serviços contratados e propagados a través de uma agência de viagens.
Henry Wells e William Fargo criam à agência de viagens American Express que inicialmente se dedica ao transporte de mercadorias e que posteriormente se converte em uma das maiores agências do mundo. Introduzindo o sistema de financiamento e emissão de cheques de viagem, como por exemplo o travel-check (dinheiro personalizado feito com papel moeda de uso corrente que protege o viajante de possíveis roubos e perdas).
[editar] Cesar Ritz
Hôtel Ritz ParisCesar Ritz é considerado pai da hotelaria moderna. Desde muito jovem ocupou todos os postos de trabalho possíveis em um hotel até chegar a gerente de um dos maiores hotéis de seu tempo. Melhorou todos os serviços do hotel, criou a figura do sumiller, introduziu o banheiro nas unidades habitacionais (UHs) criando as suítes, revolucionando a administração. (Converteu os hotéis decadentes nos melhores da Europa, o que lhe gerou o pseudônimo de “mago”).
Ao explodir a Primeira Guerra Mundial no verão de 1914 acredita-se que havia aproximadamente 150.000 turistas americanos na Europa.
Ao finalizar a guerra começa a fabricação em massa de ônibus e carros. Nesta época as praias e os rios se convertem em centros de turismo na Europa começando a adquirir grande importância o turismo costeiro.
O avião, utilizado por minorias em longas distâncias, vai se desenvolvendo timidamente para acabar impondo-se sobre as companhias navais.
A crise de 1929 repercute negativamente em todo o setor turístico limitando seu desenvolvimento até aproximadamente 1932.
A Segunda Guerra Mundial paralisa absolutamente o setor em todo o mundo e seus efeitos se estendem até o ano de 1949.
[editar] O “boom” turístico
Partenon em Atenas, Grécia, um dos monumentos antigos mais visitados da Europa.
Ibiza é uma das Ilhas Baleares
Museu do Louvre, Paris.
Porta de Brandemburgo
Palácio de Westminster e o Big Ben. São alguns dos principais cartões postais de Londres.
Torre Eiffel, principal ícone e ponto turístico de Paris.
Torre de Tóquio, um dos principais pontos turísticos de Tóquio.
Machu Picchu em Cuzco, Peru.
O Templo de Kukulcán, em Chichén Itzá, no México.
Cancún, no México, um dos principais pólos turísticos do país.Entre 1950 e 1973 se inicia a falar de “boom” turístico. O turismo internacional cresce a um ritmo superior ao de toda a sua história. Este desenvolvimento é conseqüência da nova ordem internacional, a estabilidade social e o desenvolvimento da cultura do ócio no mundo ocidental. Nesta época se começa a legislar sobre o setor.
A recuperação econômica, especialmente da Alemanha e do Japão, foi uma assombrosa elevação dos níveis de renda destes países e fazendo surgir uma classe média estável que começa a interessar-se por viagens.
Entretanto com a recuperação elevando o nível de vida de setores mais importantes da população dos países ocidentais. Surge a chamada sociedade do bem-estar que uma vez com as suas necessidades básicas atendidas passa a buscar o atendimento de novas necessidades. Aparecendo neste momento a formação educacional e o interesse por viajar e conhecer outras culturas. Por outra parte a nova legislação trabalhista adotando a semana inglesa de 5 dias de trabalho, a redução da jornada de 40 horas semanais, a ampliação das coberturas sociais (jubilación, desemprego, invalidez,…), potencializam em grande medida o desenvolvimento do ócio e do turismo.
Também estes são os anos em que se desenvolvem os grandes núcleos urbanos e se evidencia a massificação, surge também o desejo de evasão, escapar da rotina das cidades e descansar as mentes da pressão.
Nestes anos se desenvolve a produção de carros em série o que permite acesso cada vez maior a população deste bem, assim com a construção de mais estradas, permite-se um maior fluxo de viajantes. De fato, a nova estrada dos Alpes que atravessa a Suíça de norte a sul supondo a perda da hegemonia deste país como núcleo receptor, pois eles iam agora cruzar a Suíça para dirigir-se a outros países com melhor clima.
A evasão é substituída pela recreação, o que se supõem um golpe definitivo para as companhias navais, que se vêem obrigadas a destinar seus barcos aos cruzeiros.
Todos estes fatores nos levam a era da estandardização padronizando os produtos turísticos. Os grandes operadores turísticos lançam ao mercado milhões de pacotes turísticos idênticos. Na grande maioria utiliza-se de vôos charter, que barateiam o produto e o popularizam. No princípio deste período (1950) havia 25 milhões de turistas, e ao finalizar (1973) havia 190 milhões.
No obstante esta etapa também se caracteriza pela falta de experiência, o que implica nas seguintes conseqüências. Como a falta de planejamento (se constrói sem fazer nenhuma previsão mínima da demanda ou dos impactos ambientais e sociais que se podem surgir com a chegada massiva de turistas) e o colonialismo turístico (existe uma grande dependência dos operadores estrangeiros estadunidenses, britânicos e alemães fundamentalmente).
Na década de 1970 a crise energética e a conseqüente inflação, especialmente sentida no setor dos transportes ocasionam um novo período de crise para a indústria turística que se estende até 1978. Esta recessão implica em uma redução da capacidade de abaixar os custos e preços para propor uma massificação da oferta e da demanda. Na década de 1980 o nível de vida volta a elevar-se e o turismo se converte no motor econômico de muitos países. Esta aceleração do desenvolvimento ocorre devido a melhoria dos transportes com novos e melhores aviões da Boeing e da Airbus, trens de alta velocidade e a consolidação dos novos charter, também observa-se um duro competidor para as companhias regulares que se vem obrigadas a criar suas próprias filiares charter.
Nestes anos se produz uma internacionalização muito marcante das grandes empresas hoteleiras e das operadoras. Buscam novas formas de utilização do tempo livre (parques temáticos, deporte, resorts, saúde,…) e aplicando, ainda mais técnicas de marketing, pois o turista tem cada vez mais informação e maior experiência, buscando novos produtos e destinos turísticos, o que gera uma forte competição entre eles.
A possibilidade de utilização de ambientes multimedia na comunicação transformarão o sector, tornando o dsigner dos produtos, a prestação do serviço, a comercialização dos mesmos de uma maneira mais fluida.
Na década de 1990 ocorre grandes acontecimentos, como a queda dos regimes comunistas europeus, a Guerra do Golfo, a unificação alemã, a guerra da Bósnia, que incidem de forma direta na história do turismo. Trata-se de uma etapa de amadurecimento do setor que seguiu crescendo, sendo que de uma maneira mais moderada e controlada.
Os significativos problemas desta época ocasionaram limitações à capacidade receptiva gerando a necessidade de adequar a oferta à demanda existente, empenhando-se no controle de capacidade de carga dos ambientes patrimoniais de importância históricos e diversificando a oferta de produtos e destinos. Tendo ainda a percepção da diversificação da demanda aparecendo novos tipos perfis de turistas que exigiam uma melhor qualidade.
O turismo entra como parte fundamental da agenda política de numerosos países que desenvolvendo políticas públicas focadas na promoção, no planejamento e na sua comercialização como uma peça clave do desenvolvimento econômico. Melhorando-se mejora a formação desenvolvendo planos de educação especializada. O objetivo de alcançar um desenvolvimento turístico sustentável mediante a captação de novos mercados e a regulação da sazonalidade.
Também as políticas a nível supranacional que consideram o desenvolvimento turístico como elemento importante como o Tratado de Maastricht em 1992 (livre tráfego de pessoas e mercadorias, cidadania européia), e em 1995 a entrada em vigor Schegen e se eliminam os controles fronteiriços nos países da União Européia.
Ocorre novamente um barateamento das viagens por via aérea por meio das companhias de baixo custo (Low cost) e a liberação das companhias em muitos países e a feroz competição das mesmas. Esta liberalização afeta a outros aspectos dos serviços turísticos como a gestão de aeroportos e sem duvida será aprofundada quando entrar em vigor a chamada Directiva Bolkestein (de liberalização de serviços) em tramite no Parlamento Europeu.
[editar] Estatísticas sobre o turismo internacional
[editar] Os principais destinos no mundo
De acordo com as estatísticas da Organização Mundial de Turismo (OMT), uma agência especializada das Nações Unidas, em 2007 aconteceram 903 milhões de chegadas de turistas internacionais, um acréscimo de 6,6% em relação a 2006.[2] Os países mais visitados pelos turistas internacionais em 2006[3] e em 2007[2] são europeus, com a França em primeiro lugar. Em 2007, a Ucrânia e a Turquia entraram na lista dos 10 maiores destinos, superando o México e retirando Rússia e Áustria da lista dos 10 mais visitados. Os seguintes países foram os 10 maiores destinos do turismo internacional em 2007:
Posição
mundial País Continente Chegadas de
turistas
internacionais
em 2007[2]
(em milhões) Chegadas de
turistas
internacionais
em 2006[3]
(em milhões) Aumento
%
2006-07
1 França Europa 81,9 79,1 3,8
2 Espanha Europa 59,2 58,5 1,7
3 Estados Unidos América do Norte 56,0 51,1 9,8
4 China Asia 54,7 49,6 9,6
5 Itália Europa 43,7 41,1 6,3
6 Reino Unido Europa 30,7 30,7 0,1
7 Alemanha Europa 24,4 23,6 3,9
8 Ucrânia Europa 23,1 18,9 22,1
9 Turquia Europa 22,2 18,9 17,6
10 México América do Norte 21,4 21,4 0,3
[editar] Os destinos com as maiores receitas e os paises com as maiores despesas
De acordo com as estimativas da Organização Mundial de Turismo (OMT), em 2007 as receitas geradas a nível mundial pelo turismo internacional atingiram USD 856 bilhões (€ 625 bilhões), que quando, comparados com os USD 742 bilhões (€ 591 bilhões) gerados em 2006, representou um crescimento em preços constantes de 5,6%, levando em consideração as fluctuações da taxa de câmbio e da inflação, já que em 2007 o dólar americano devalou-se 9% em relação ao euro en 2007.[2] Os países que mais arrecadaram com o turismo internacional continuam se concentrando na Europa, mas o maior arrecadador em 2007 continua sendo os Estados Unidos. A China foi o país receptor com o maior crescimento anual nas receitas recebidas do turismo internacional.[2]
As estimativas da OMT indicam que, em 2007 a Alemanha, por quinto ano consecutivo, continua sendo o país que produz as maiores despesas em turismo internacional no mundo. Segundo as projeções de um relatório do Banco Dresdner, em 2008 os alemães e os europeus continuarão sendo os emissores que geram as maiores despesas devido à fortaleza do Euro em relação ao Dólar americano, com uma maior demanda de viagens para os Estados Unidos em comparação com outros destinos.[4]
Segundo as estatísticas da OMT, em 2007 os seguintes 10 países receberam as maiores receitas vindas do turismo internacional, e também se apresentam os 10 países emissores com as maiores despesas em turismo internacional:
Receitas do turismo internacional por país receptor Despesas do turismo internacional por país de emissor
Posição
mundial País Continente Receitas
geradas
turismo intl.
em 2007[2]
(em bilhões) Receitas
geradas
turismo intl.
em 2006[3]
(em bilhões) Aumento
%
2006-07
(preços
correntes) Posição
mundial País Continente Despesas
em turismo intl.
por país emissor
(2007)[2]
(em bilhões) Despesas
em turismo intl.
por país emissor
(2006)[3]
(em bilhões) Aumento
%
2006-07
(preços
correntes)
1 Estados Unidos América do Norte US$ 96.7 US$ 85.7 12,8 1 Alemanha Europa US$82.9 US$73.9 2,7
2 Espanha Europa US$ 57.8 US$ 51.1 3,6 2 Estados Unidos América do Norte US$76.2 US$72.1 5,6
3 França Europa US$ 54.2 US$ 46.3 7,2 3 Reino Unido Europa US$72.3 US$63.1 9,9
4 Itália Europa US$ 42.7 US$ 38.1 2,5 4 França Europa US$36.7 US$31.2 7,8
5 China Asia US$ 41.9 US$ 33.9 23,5 5 China Asia US$29.8 US$24.3 22,5
6 Reino Unido Europa US$ 37.6 US$ 33.7 2,7 6 Itália Europa US$27.3 US$23.1 8,4
7 Alemanha Europa US$ 36.0 US$ 32.8 0,6 7 Japão Asia US$26.5 US$26.9 -0,2
8 Austrália Oceanía US$ 22.2 US$ 17.8 12,2 8 Canadá América do Norte US$24.8 US$20.5 14,4
9 Áustria Europa US$ 18.9 US$ 16.6 4,0 9 Rússia Europa US$22.3 US$18.2 22,1
10 Turquia Europa US$ 18.5 US$ 16.9 9,7 10 Coreia do Sul Asia US$20.9 US$18.9 10,8
[editar] As cidades e as atrações turísticas mais visitadas do mundo
Vista noturna da Times Square, Nova Iorque.
National Mall & Memorial Parks, Washington, D.C..
Castelo da Cinderela, no coração do Magic Kingdom
A Muralha da China, na China
Coliseu em Roma, Itália.
Taj Mahal em Agra, Índia.
Pirâmides de Gizé no Cairo, Egito.
Estátua da Liberdade, um dos principais pontos turísticos dos Estados Unidos da América.A Revista Forbes realizou uma pesquisa em 2007 para classificar as 50 maiores atrações turísticas do mundo, considerando tanto turistas internacionais como domêsticos.[5] Por outra parte, a firma Euromonitor classificou as 150 cidades mais visitadas pelos turistas internacionais no mundo durante 2006.[6] As seguintes são as 10 melhores atrações do mundo segundo a Forbes, e se incluem também alguns outros destinos famosos posicionados dentro dos 50 melhores,[7] e também se apresentam as 10 cidades mais visitadas do mundo e se incluem cidades de países lusófonos que classificaram dentro deste ranking:
Atrações turísticas mais visitadas do mundo em 2007
por turistas domésticos e internacionais[5]
Top 10 Cidades mais visitadas em 2006
por turistas internacionais[6]
Top 10
Posição
mundial Atração turística Cidade País Número de
turistas
(em milhões) Posição
mundial Cidade Número de
turistas
(em milhões)
1 Times Square Nova Iorque EUA 35 1 Londres 15,64
2 National Mall & Memorial Parks Washington, D.C. EUA 25 2 Bangkok 10,35
3 Walt Disney World's Magic Kingdom Lake Buena Vista, FL EUA 16,6 3 Paris 9,70
4 Trafalgar Square Londres Reino Unido 15 4 Cingapura 9,50
5 Disneylândia Anaheim, CA EUA 14,7 5 Hong Kong 8,14
6 Cataratas do Niágara Ontário & Nova Iorque CAN & EUA 14 6 Nova Iorque 6,22
7 Fisherman's Wharf & Golden Gate São Francisco,CA EUA 13 7 Dubai 6,12
8 Tóquio Disneylândia & Disney Sea Tóquio Japão 12,9 8 Roma 6,03
9 Catedral de Notre-Dame de Paris Paris França 12 9 Seul 4,92
10 Disneylândia Paris Paris França 10,6 10 Barcelona 4,69
Outros destinos famosos Cidades lusófonas no ranking
11 Muralha da China Badaling China 10 35 Rio de Janeiro 2,19
18 Torre Eiffel Paris França 6,7 47 Lisboa 1,72
31 Grand Canyon Arizona EUA 4,4 62 São Paulo 1,10
36 Estátua da Liberdade Nova Iorque EUA 4,24 71 Salvador 0,94
37 Vaticano e seus museus Roma Itália 4,2 104 Fortaleza 0,50
39 Coliseu de Roma Roma Itália 4 109 Foz de Iguaçu 0,44
47 Pirâmides de Gizé Cairo Egito 3 118 Búzios 0,36
50 Taj Mahal Agra Índia 2,4 123 Florianópolis 0,31
[editar] Categorias
Ver artigo principal: Lista de segmentos do mercado turístico
Ainda segundo a OMT, dependendo de uma pessoa estar em viagem para, de ou dentro de um certo país, as seguintes formas podem ser distinguidas:
Turismo receptivo - quando não-residentes são recebidos por um país de destino, do ponto de vista desse destino.
Turismo emissivo - quando residentes viajam a outro país, do ponto de vista do país de origem.
Turismo doméstico - quando residentes de dado país viajam dentro dos limites do mesmo.
[editar] Turismo receptivo
O turismo receptivo é o conjunto de bens, serviços, infra-estrutura, atrativos, etc, pronto a atender as expectativas dos indivíduos que adquiriram o produto turístico. Trata-se do inverso do turismo emissivo. Corresponde à oferta turística, já que se trata da localidade receptora e seus respectivos atrativos, bens e serviços a serem oferecidos aos turistas lá presentes.
O turismo receptivo, para se organizar de modo que seja bem estruturado, deve ter o apoio de três elementos essenciais para que esse planejamento seja executado com sucesso. São eles:
Relação turismo e governo em harmonia;
Apoio e investimentos dos empresários;
Envolvimento da comunidade local.
A partir da inter-relação desses elementos é que pode nascer um centro receptor competitivo, lembrando que eles são apenas os essenciais, mas não os diferenciais, uma vez que é o diferencial que fará com que o turista se desloque até esse possível centro.
Nesse centro receptor, além de haver esses três elementos de fundamental importância para a formação do produto turístico, também deve haver outros que devem estar presentes na localidade. Alguns deles: Atrativos naturais e histórico/culturais; acessos; marketing; infraestrutura básica e complementar; condições de vida da população local; posicionamento geográfico; entre outros.
[editar] Importância econômica
Honolulu, a maior cidade do estado do Havaí. O estado é por sí só um dos maiores pontos indutores do turismo nos Estados Unidos da América.O Turismo é a atividade do setor terciário que mais cresce no Brasil (dentre as espécies, significativamente, o turismo ecológico e o turismo de aventura e os cruzeiros marítimos) e no mundo, movimentando, direta ou indiretamente mais de US$ 4 trilhões (2004), criando também, direta ou indiretamente, 170 milhões de postos de trabalho, o que representa 1 de cada 9 empregos criados no mundo.
Tal ramo é de fundamental importância para o profissionalismo do setor turístico e necessário para a economia de diversos países com excelente potencial turístico, como o Brasil.
No Brasil, cidades médias e pequenas que são desprovidas de um próprio centro financeiro, precisam de meios para o crescimento de sua economia e de seu desenvolvimento. Alguns exemplos sobre esse caso são: Vitória, Guarujá, Ilha Bela, Ubatuba, Santos, Ouro Preto, Tiradentes, Paraty, Angra dos Reis, Armação dos Búzios, entre outras.
Paraty, cidade brasileira do estado do Rio de Janeiro, que depende economicamente do turismo.Grandes metrópoles globais também usam o turismo para sua fonte econômica, apesar de terem uma ampla economia de influência nacional ou internacional, como: São Paulo, Rio de Janeiro, Buenos Aires, Nova York, Los Angeles, Londres, Paris, Tóquio, entre outras. Muitas delas utilizam diversos tipos de turismo, como: de negócios, lazer, cultural, ecológico(mais aplicado em cidades menores com maior área rural, apesar de existirem reservas florestais em algumas metrópoles), etc.
Em outros países, entre desenvolvidos e subdesenvolvidos, ocorre o mesmo. Nos Estados Unidos da América, o estado do Havaí, além de ser uma ilha distante do continente, possui também pouca população, em comparação à outros estados, sendo assim, difícil de ter um maior maior crescimento na sua economia. Portanto, o estado teve de optar para o turismo, e hoje é um dos mais famosos pontos turísticos dos Estados Unidos, sendo conhecido por suas belas praias e resorts.
Atualmente, um dos locais que mais crescem com o turismo, é a cidade de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Pela sua localização, próxima à regiões de conflitos étinicos e religiosos, a cidade teve de enfrentar muitos obstáculos para ser conhecida em diferentes partes do mundo. Conta com os mais exóticos e originais arranha-céus, sendo muitos deles, hotéis, tendo destaque para o Burj Al Arab, cartão postal da cidade, e para o Rose Tower, o hotel mais alto do mundo.
[editar] Estudo do Turismo
O estudo do turismo é uma área de recente desenvolvimento dentre as ciências sociais aplicadas. No Brasil os primeiros cursos superiores na área sugiram no início da década de 1970, destacando-se aqueles criados na antiga Faculdade Anhembi e na Universidade de São Paulo, e também o da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS).
Apesar de controverso, o termo turismologia têm sido utilizado para designar essa área de estudos, sendo turismólogo o termo utilizado designar o estudioso da área.
[editar] Turismo nos países lusófonos
[editar] Turismo no Brasil
Ver artigo principal: Turismo no Brasil
Rio de Janeiro é o principal destino turístico dos estrangeiros que viajam ao Brasil.[8]O turismo no Brasil se caracteriza por oferecer tanto ao turista brasileiro quanto ao estrangeiro uma gama mais que variada de opções. Nos últimos anos, o governo tem feito muitos esforços em políticas públicas para desenvolver o turismo brasileiro, com programas como o Vai Brasil procurando baratear o deslocamento interno, desenvolvendo infra-estrutura turística e capacitando mão-de-obra para o setor, além de aumentar consideravelmente a divulgação do país no exterior. São notáveis a procura pela Amazônia na região Norte, o litoral na região Nordeste, o Pantanal e o Planalto Central no Centro-Oeste, além do interesse pela arquitetura brasiliense, o turismo histórico em Minas Gerais, o litoral do Rio de Janeiro e os negócios em São Paulo dividem o interesse no Sudeste, e os pampas, o clima frio e a arquitetura germânica no Sul do país.
Fernando de Noronha, um dos maiores pólos turísticos do país.Contudo, a imagem de que o Brasil é um país muito procurado por turistas estrangeiros, e que esta terra recebe um número enorme de visitantes oriundos de outros países é relativamente enganosa. Apesar das opções variadas e do enorme território a ser visitado, o Brasil não figura sequer entre os trinta países mais visitados do mundo. Alguns fatores como o medo da violência, da má estrutura e falta de pessoal capacitado (como a carência falantes de inglês no serviço público do turismo, por exemplo) podem ser motivos para explicar esta relativamente baixa procura pelo Brasil como destino. Contudo, ao que tudo indica, a razão principal pela baixa procura por estrangeiros pelo Brasil, se deve pelo fato deste país se encontrar distante dos países grandes emissores de turistas. 85% das viagens aéreas feitas no mundo acontecem em, no máximo, duas horas de vôo[carece de fontes?]. Os problemas estruturais e socioeconômicos do Brasil parecem não interferir tanto no fluxo de turistas estrangeiros, uma vez que, segundo o Plano Aquerela, conduzido pela Embratur, 92% dos estrangeiros que estiveram neste país pretendem voltar.
Mas situação do turismo no Brasil aos poucos tem melhorado. Em 2005 o Brasil recebe 564.467 turistas a mais que em 2006. Mas ainda assim o número de estrangeiros é muito pequeno se compararmos, por exemplo, à França, um país com o território de tamanho semelhante ao do estado de Minas Gerais, mas que recebe 14 vezes mais visitantes estrangeiros que o Brasil.
Os países que mais enviaram estrangeiros para o Brasil em 2005 foram:
Principais 15 países emissores de turistas para o Brasil[9]
Posição País de
origem Turistas
estrangeiros
2007 %
total Posição País de
origem Turistas
estrangeiros
2007 %
total
1º Argentina 920.210 18,31 9º Espanha 216.373 4,31
2º Estados Unidos 699.169 13,91 10º Paraguai 206.323 4,11
3º Portugal 280.438 5,58 11º Reino Unido 176.948 3,52
4º Itália 268.685 5,35 12º Peru 96.336 1,92
5º Chile 260.430 5,18 13º Países Baixos 83.554 1,66
6º Alemanha 257.719 5,13 14º Suíça 72.763 1,45
7º França 254.367 5,06 15º Canadá 63.963 1,27
8º Uruguai 226.111 4,50
[editar] Turismo em Portugal
Ver artigo principal: Turismo em Portugal
Praia do Tamariz, Estoril - Portugal é amplamente conhecido na Europa pelas suas estâncias turísticas.Portugal sempre se mostrou como um dos destinos turísticos mais seguros da Europa. Se apesar de até 1974 o país ter sofrido com o seu regime ditatorial, após esta data o turismo em terras portuguesas cresceu imenso.
Lisboa e Cascais foram os pólos iniciais do turismo, aos quais se juntaram mais tarde a Ilha da Madeira e o Algarve; actualmente todo o país goza de um prestígio em todo o mundo.
Hoje em dia, mais de 13 milhões de turistas anuais percorrem os cerca de 1000 quilómetros de costa, visitam os inúmeros locais considerados Património da Humanidade, cruzam as Planícies do Alentejo, escalam a Serra da Estrela, sobem o Rio Douro, mergulham nas praias do Algarve e da ilha do Porto Santo, encantam-se nos Açores ou, ainda, divertem-se nos muitos casinos portugueses.
Actualmente, o Algarve, a região de Lisboa, Cascais e Sintra, a Madeira, e o Porto lideram o ranking de destinos nacionais. O Alentejo Litoral começa também a afirmar-se como um grande pólo turístico onde estão a efectuar-se grandes investimentos nesse sector nomeadamente em Tróia (Grândola) e Santiago do Cacém.
Torre de Belém, em Lisboa.O Algarve é um dos principais destinos de férias, durante todo o ano, dos países nórdicos e do Reino Unido. Vilamoura (o maior complexo turístico da Europa), Portimão, Albufeira e Faro são o centro da actividade algarvia.
Ao passo que os portugueses elegem o Brasil, a Espanha, Cuba, Tailândia, o México, a Itália, Marrocos, Moçambique, Tunísia, Cabo Verde ou a República Dominicana como seus destinos principais, Portugal é escolhido, preferencialmente, por turistas oriundos do Reino Unido, Irlanda, Países Baixos, Dinamarca, Suécia, Noruega, Itália, Bélgica, Alemanha, Suíça, França, Espanha e um número cada vez maior turistas da Rússia, Polónia, Estados Unidos da América, Canadá, Países Bálticos, República Checa, Hungria, Japão e China.
Cultura, sol, praias, diversão, natureza, história e gastronomia são os pratos fortes do turismo português. O turismo é um dos mais importantes sectores da economia portuguesa, representando cerca de 8% do PIB.
Portugal encontra-se entre os 15 países com maior procura turística em todo o mundo.
[editar] Turismo na América Latina
Durante vários anos o México tem sido o destino mais visitado por turistas estrangeiros na América Latina. As receitas do turismo internacional são uma importante fonte de divisas para vários dos países da América Latina, e representa um porcentagem importante do PIB e das exportações de bens e serviços, assim como uma fonte importante de emprego, com destaque da República Dominicana.[10] Segundo o FEM vários dos países da América Latina, ainda que apresentam deficiências nas áreas de infra-estrutura e marco jurídico, são competitivas nos aspectos relativos a recursos culturais e naturais, fatores que fazem atrativo realizar investimentos ou desenvolver negócios no setor de viagens e turismo nos países da região.[11] Por exemplo, o Brasil foi classificado no Índice de Competitividade em Viagens e Turismo de 2008 na posição 49 a nível mundial, mas entre os 130 países avaliados classificou na posição 3 em recursos naturais, e na posição 12 em recursos culturais.[12] A continuação apresenta-se um resumo das principais estatísticas sobre o turismo dos 20 países da América Latina, incluindo indicadores que reflitem a importância que esta atividade tem nas suas economias.
País da
América Latina Chegadas
turistas
internl.[2]
2007
(mil) Receitas
turismo
internl.[2]
2007
(milhões
USD) Receita
média por
chegada[2]
(2) / (1)
2007
(USD/tur) Chegadas
por
1000 hab
(estimado)
2007[2][13] Receitas
per
capita[14]
2005
USD Receitas
%
exportação
bens e
serviços[10]
2003 Receitas
turismo
%
PIB[10]
2003 % Empregos
diretos
e indiretos
no
turismo[10]
2005 Classif.
Mundial
Competitiv.
Turística[11]
TTCI
2008 Valor do
Índice
TTCI[11]
2008
Argentina 4,562 4,313 945 115 57 7,4 1,8 9,1 58 4,17
Bolívia 556 205* 475* 58 22 9,4 2,2 7,6 106 3,44
Brasil 5,026 4,953 985 26 18 3,2 0,5 7,0 49 4,29
Chile 2,507 1,419 566 151 73 5,3 1,9 6,8 51 4,27
Colômbia 1,193 1,669 1,399 26 25 6,6 1,4 5,9 71 3,86
Costa Rica 1,973 1,974 1,001 442 343 17,5 8,1 13,3 44 4,35
Cuba 2,119 1,982 935 188 169 n/d n/d n/d n/d n/d
Equador 953 637 668 71 35 6,3 1,5 7,4 86 3,66
El Salvador 1,339 847 633 195 67 12,9 3,4 6,8 97 3,57
Guatemala 1,448 1,199 828 108 66 16,0 2,6 6,0 68 3,89
Haiti* n/d n/d 685* n/d 12* 19,4 3,2 4,7 n/d n/d
Honduras 831 557 670 117 61 13,5 5,0 8,5 75 3,79
México 21,424 12,901 602 201 103 5,7 1,6 14,2 55 4,18
Nicarágua 800 255 319 143 36 15,5 3,7 5,6 99 3,53
Panamá 1,103 1,185 1,074 330 211 10,6 6,3 12,9 50 4,29
Paraguai 416 102 245 68 11 4,2 1,3 6,4 115 3,24
Peru 1,812 1,938 1,070 65 41 9,0 1,6 7,6 70 3,87
República Dominicana 3,980 4,026 1,012 408 353 36,2 18,8 19,8 63 4,05
Uruguai 1,752 809 462 525 145 14,2 3,6 10,7 61 4,1
Venezuela 771 817 1,060 28 19 1,3 0,4 8,1 103 3,47
Nota (1): Os dados marcados com * não estão disponíveis para 2006 ou 2007 em web sites de acesso público, então se incluiram como referencial os datos disponíves de 2005 para a Bolivia e de 2003 para o Haiti.[14]
Nota (2): A cor sombreado verde denota o país com o melhor indicador e a cor sombreado amarelo corresponde ao país com o valor mais baixo.
domingo, 1 de fevereiro de 2009
primeiro hotel brasileiro
SANTOS DUMONT – PAI DO TURISMO BRASILEIRO!
Átila José Borges
Na primeira década do século passado, os meios de comunicação eram bastante precários e escassos, mas mesmo assim um genial brasileiro era conhecido em boa parte do mundo. ALBERTO SANTOS DUMONT-cognominado o PAI DA AVIAÇÂO – e que cobriu de glórias o nosso país. Os principais países daquela época disputavam à honra de tê-lo como hóspede oficial. O que dizer então de um país sul-americano em recebê-lo? E quanto mais de uma cidade brasileira?
Indiscutivelmente Santos Dumont era um astro de primeira grandeza para a incipiente mídia existente. No auge de sua fama, mais precisamente em 1910 e então com trinta e sete anos, encerrou a sua laureada carreira de inventor, construtor e aviador, inclusive como piloto-de-provas dos seus próprios inventos. Ele estava agora mais livre para atender aos inúmeros convites de todo o mundo. Em abril de 1916 é realizado no Chile um Congresso de Aviação para o qual Santos Dumont é o convidado de honra e, como principal atração, acaba suplantando até as últimas “máquinas voadoras” levadas pelos congressistas. Após o Congresso e quando deveria regressar ao Brasil, via Buenos Aires, cede aos apelos das autoridades argentinas para visitar as “extraordinárias Cataratas do Rio Iguassu”. A bordo de um barco argentino ele chega a “Puerto Iguassu” no dia 22 de abril de 1916, hospedando-se no hotel de Leandro Arechea em Puerto Aguirre na Argentina. Tinha agora quarenta e três anos. Possuía aproximadamente cinqüenta quilos e uma estatura de aproximadamente 1,52cm.
Henrique Dumont Villares, seu tio, escreve: “meu sobrinho gostava de caminhadas. Muito metódico e organizado, era dotado, também, de uma simplicidade natural. Não gostava de fumo e bebida. Apreciava participar de concertos e de ir a teatros. Tinha aversão ao jogo e às frivolidades. Admirava e praticava esportes, sobretudo o tênis. Gozava de excelente saúde, a despeito do corpo franzino”.
Do Congresso de Aviação no Chile, trouxera uma preciosa lembrança; um porta-retrato com a fotografia da chilena Maria Luiza que conhecera durante o evento. Essa lembrança pode ser vista no “Museu da Encantada” em Petrópolis - Rio de Janeiro.
UM ENFOQUE NECESSÁRIO
Em 1915 um brasileiro de nome Frederico Engel estava estabelecido com um hotel em Posadas-Missiones, na Argentina. Um dia recebe um hóspede ilustre: Coronel Jorge Schimmelpfeng, então prefeito da “Vila da Foz do Iguassu” que acaba incentivando o hoteleiro para se instalar na cidade brasileira. Conhecendo o vilarejo de perto e a beleza extraordinária dos “Saltos de Santa Maria”, do lado brasileiro, e animado pelo convite do prefeito, Frederico muda-se com a família. No dia 15 de novembro de 1915 inaugura naquela localidade, o Hotel Brasil, sendo assim o primeiro gerente hoteleiro da cidade.
Avenida Brasil em Foz de Iguaçu – Ano: 1917.
O prédio à direita é o Hotel Brasil – o primeiro hotel da cidade onde se hospedou Santos Dumont.
“À medida que a carroça avançava lentamente com grandes dificuldades, para o turista amante da natureza, esse tempo passava ligeiro, embora fossem tomadas mais de seis horas”. A viagem era sempre cheia de surpresas, além da contemplação da imensa riqueza da mata virgem, das aves e dos bichos. Bandos de papagaios, cabritos, tucanos, pombas, jacus, patos silvestres, araras, garças, andorinhas e passarinhos de todas as espécies enchiam a mata de vida e encanto. Eram comuns encontram milhares de borboletas reunidas que formavam manchas no chão e com a passagem da carroça revoavam, formando verdadeiras nuvens multicores. A fauna era rica, tinha bandos de macacos a saltitar de uma árvore para outra, quatis, lagartos, veados que fugiam assustados ao ver a presença dos intrusos. Também existiam muitas cobras, aranhas-caranguejeiras e até onças que deixavam seus rastros marcados na lama da estrada. Afinal, não era só a vida da fauna que distraía o sacrificado “turista”. Existiam maravilhosas parasitas, orquídeas em árvores frondosas de onde pendiam imensos cipós. Os lindos e frondosos ipês, cobertos de flores amarelas e roxas... Era uma maravilhosa picada que “Culminava com as Cataratas em uma vegetação e fauna vivas."
1915 – Os turistas eram transportados até as Cataratas em precárias estradas carroçáveis.
O percurso durava seis horas. Na foto, de 1915, o irmão de Dona Elfrida Rios transporta um grupo de turistas
Dona Elfrida não continha as emoções sempre ao relatar as preciosas passagens em sua vida. Seus olhos marejavam constantemente em olhos cristalinos e expressivamente vivos. Costumava dizer: "só quem participou como eu, dos árduos trabalhos do meu pai pode dar valor às dificuldades que enfrentou sem esmorecer, desejando o bem comum. Papai não era ganancioso e egoísta, o que desejava ardentemente, como bom patriota, era que nossas cataratas, tão privilegiadas pela natureza fossem conhecidas pelo mundo e visitadas pelo lado brasileiro...” Já, para seu pai, Dona Elfrida não reclama nada: “Não peço nada para o meu pai, a não ser o respeito na história do turismo de Foz do Iguaçu.”. No entanto, para o Sr. Frederico Engel – se já não bastasse o fato da sua luta pioneira, outra belíssima história estava para ser contada. É então mister que voltemos a Santos Dumont e a sua visita às Cataratas do lado brasileiro...
Quando Frederico Engel soube que Santos Dumont estava hospedado no lado argentino e que a sua visita seria encerrada por lá, procurou de imediato o prefeito de Foz do Iguaçu, na época, o Sr. Jorge Schimmelpfeng para convencê-lo o ilustre brasileiro para visitar “o outro lado das cataratas”.
Foi então organizada uma Comissão, da qual fazia parte o Sr. Frederico. Com muito custo foi possível chegar até ao genial patrício que não só a recebeu jubilosamente como aceitou prontamente o convite feito pelo prefeito. No mesmo instante cancelou o resto da sua programação dispensando as honrarias do governo argentino e partiu com a Comissão com destino ao Brasil.
No dia 24 de abril de 1916, para gáudio do Sr. Frederico Engel, o hóspede do quarto número dois do improvisado Hotel Brasil das Cataratas, fez o seu registro no livro de hóspedes, com as seguintes anotações:
“Nombre: Santos=Dumont – Nacionalidad: brazileiro – Procedência: Buenos Aires – Destino: Rio de Janeiro – Llegada: 24-04-1916”.
A municipalidade ainda tomada de surpresa pela repentina decisão de Santos Dumont explode de euforia, improvisando de imediato uma churrascada para homenagear o herói. Durante o encontro o aeronauta ouve mais comentários positivos sobre as maravilhas das Cataratas do lado brasileiro. Já empolgado pela beleza que havia apreciado do lado argentino, não se conteve decidindo conhecê-la logo após o almoço. E assim, acompanhado pelo Sr. Frederico e seu filho, partiram, a cavalo pela difícil trilha. Santos Dumont hospeda-se durante dois dias no pequeno hotel de madeira, à beira das Cataratas. Extasia-se com as majestosas quedas e quer admirá-las de todos os ângulos possíveis. Durante a visita comete uma imprudência que quase lhe custa a vida, segundo comentários do Sr. Frederico. O notável visitante, no afã de “descobrir” as fabulosas quedas, usa como passagem, em cima do Salto Floriano, uma árvore que ali havia encalhado. Foi até a extremidade da tora e ali ficou imóvel por muito tempo apreciando a paisagem, debruçado sobre o abismo. Ao retornar, o Sr. Frederico e filho manifestaram a preocupação pelo inusitado ato, mas Santos Dumont bate-lhe às costas dizendo que as alturas não o perturbavam.
À noite do segundo dia, enquanto tomavam um saboroso café acompanhado de broa caseira e pinhões assados, cozidos e sapecados, o hóspede desejou saber mais sobre as fabulosas caídas de água, bem mais bonitas das que tinha visto do lado argentino. De fato, estava super empolgado pela visita e não deixava de manifestar o seu orgulho em serem brasileiras. Foi quando então, quase deixou a pesada xícara de café cair de suas mãos quando o Sr. Frederico disse: “Não, elas não são brasileiras”... São de propriedade do uruguaio Sr. Jesus Vall. Estupefato, levantou-se num grande impulso e com profunda indignação exclamou:
- Não! Isso não pode ser real... Não concordo de modo nenhum. As Cataratas são brasileiras. Isso é um insulto! Será que as nossas autoridades estão cegas diante dessa grandiosidade? Vou lutar contra essa cegueira. Vou até Curitiba falar com o Presidente do Paraná. Vou levar o meu protesto e descontentamento por essa entrega inconseqüente. Aqui já deveria existir um Parque Nacional... Sua revolta ecoou na escuridão por entre o casebre de madeira e se espalharam pela mata. Voltando-se para seus anfitriões, quase em forma de súplica, pediu:
- Por favor, amanhã mesmo, bem cedo, quero seguir para Curitiba.
O Sr. Frederico procurou argumentar com Santos Dumont que praticamente não existiam caminhos entre Foz do Iguaçu e Guarapuava. O único meio para chegar até lá seria seguir em caravana, por picadas, a cavalo, seguido de morosos muares para levar alimentos e água. De Foz do Iguaçu até a cidade paranaense de Guarapuava foram seis dias de penosa viagem. Só mesmo um espírito intrépido, idealístico e desbravador, qualidades intrínsecas de Santos Dumont poderiam levar alguém a cometer tal desvario. Abrindo picadas e enfrentando centenas de quilômetros por caminhos inacessíveis e dormindo em florestas e descampados, a mercê de infortúnios e desconfortos, o indômito aeronauta dissimulava, agora, um épico bandeirante. Sua indignação pela injustificada apropriação da soberba riqueza das Cataratas, tinha que ser ouvida... Para seu espírito, um elevado propósito não tinha obstáculos. Demonstrava mais uma vez a sua fibra, tenacidade e coragem em vencer obstáculos para realizar-se no propósito que tomara para si e que, na realidade, era de todo o Brasil.
Frederico e Carolina Engel – pais de Dona Elfrida – pioneiros da hotelaria em Foz do Iguaçu e responsáveis pelo convite que mudaria a história do turismo nacional.
A IMPRENSA DESTACA A VIAGEM DE SANTOS DUMONT A CURITIBA
Vale registrar o comentário jornalístico do jornal “A República” de Curitiba, ao reportar na edição do dia 27 de abril de 1916, a propalada visita de Santos Dumont às Cataratas: “Santos Dumont voltou ontem dos Saltos do Iguaçu, mostrando-se encantado com a beleza das quedas e qualificando-as de Niágara Latino.”
O grande brasileiro disse que o nosso Niágara possui a “alma polymorpha, polycrona e polysona, cheia de recônditos mysterios, só apreciáveis de difficeis pontos de observação...Dumont escalou-as intrepidamente, e de volta a esta vila expôs um plano que vai apresentar tornando-as facilmente acessíveis “...o galhardo cavalleiro, o eminente aviador viajou bravamente.” O mesmo jornal, no dia seguinte, estampa em grande destaque, a manchete: SANTOS DUMONT VIRÁ À CURITIBA, com o seguinte comentário:
“Telegramas transmitidos da Foz do Iguaçu...informa-nos que o arrojado aeronauta, depois de visitar os Saltos do Iguaçu, cujas belezas sugestionaram seu espírito, seguiu rumo à Guarapuava, atravessando os nossos sertões para conhecer as nossas exuberantes florestas, estudar os nossos costumes, ter finalmente uma idéia segura do Paraná moderno...A vinda do arrojado aeronauta ao nosso Estado a todos nós deve interessar. “Conhecer Santos Dumont, vê-lo de perto é sentir emocionada a fibra sensível do nosso patriotismo...”.
Não se tem registro dos seis dias que Santos Dumont enfrentou até chegar à cidade de Guarapuava. Sabe-se que seguiu boa parte da jornada seguindo os fios da linha telegráfica.
Finalmente o desbravador dos ares e da terra é recebido às dezenove horas a “dez léguas” da cidade por um expressivo grupo de guarapuavanos tendo à frente o prefeito Luiz Scheleder. Em uma improvisada instalação de madeira é instalado para descansar.
No dia seguinte ele desloca-se, agora de automóvel, e ao chegar a Guarapuava é recebido entusiasticamente por quase toda a população da cidade. Com poucas horas de descanso depois de exaustiva viagem, cumpre ainda um extenso programa que a municipalidade havia programado. As homenagens culminam com uma grande festa noturna. Pacientemente recebe uma torrente de discursos e abraços... Demonstrando grande vigor físico, Santos Dumont passa apenas uma noite em Guarapuava. Tem um firme propósito e quer cumpri-lo o quanto antes. Continua de carro até Ponta Grossa. Recebe uma outra enxurrada de homenagens e parte, no primeiro trem, com destino à Curitiba. Depois de nove dias, desde sua saída de Foz do Iguaçu, finalmente chega a Curitiba.
O discurso para ser apresentado ao Presidente do Estado está na garganta do aeronauta. A sua convicção é insofismável: as Cataratas terão de ser brasileiras! No dia 5 de maio de 1916, às 20h50min o trem que conduzia Santos Dumont dá o primeiro apito de chegada encoberto de vivas pela multidão que se compactava na estação ferroviária. A multidão do lado de fora tenta invadir a estação sendo contida por um forte policiamento de guardas-civis e da Polícia Militar. Segundo a imprensa, a opinião é unânime: quase toda Curitiba estava presente.
As autoridades e personalidades mais representativas da cidade, comprimidas na plataforma da estação, aguardam a descida do ilustre visitante. Quando isso acontece, explode uma profusão de vivas. A primeira pessoa a cumprimentá-lo e entregar-lhe um “rico ramalhete de fores naturais” foi a Sra. Mariana Coelho, Diretora do Colégio que ostentava o nome do homenageado e que tinha sido a primeira instituição, em todo o Brasil, a receber essa deferência. Foi extremamente difícil para o “herói dos ares” descer os degraus da escadaria e chegar até ao “automóvel presidencial” que o esperava. Outra avalanche de homenagens havia sido preparada para Santos Dumont.
Embora contrariado em seu propósito de entrevistar-se com o Presidente do Estado o mais depressa possível, o cerimonial ainda o levou, no dia seguinte por um passeio por via férrea até Paranaguá e no retorno, de automóvel, passagens rápidas pelas cidades de Antonina e Morretes. Exausto teria ainda de enfrentar naquela noite uma recepção com a sociedade curitibana.
Santos Dumont defronte ao tradicional Grande Hotel Moderno.
Os curitibanos queriam vê-lo de perto.
Uma outra exaustiva programação foi cumprida. O “Pai da Aviação” aguardou impaciente a hora de dialogar com o Presidente do Estado. Não queria ser indelicado com o povo que lhe dera tantas demonstrações de carinho.
DIA 8 DE MAIO DE 1916 UMA DATA INESQUECÍVEL PARA O TURISMO BRASILEIRO.
No dia 8 de maio de 1916 Santos Dumont é recebido oficialmente pelo Presidente do Estado Afonso Camargo. Na entrevista manifestou o seu entusiasmo pelas quedas brasileiras de Foz do Iguaçu e, ao mesmo tempo, a sua indignação por tão preciosa riqueza ser de propriedade particular e, surpreendentemente, de um estrangeiro. Reafirmou o propósito da sua viagem ao ver o descaso das autoridades brasileiras pelo estupendo potencial turístico que representavam as Cataratas. Chegou a sugerir que ali fosse construído um Parque Nacional. O Presidente do Estado e os demais presentes ouviram calados e um profundo silêncio se fez. Logo em seguida o Presidente faz uma promessa solene em atender os precisos argumentos do insigne visitante. Santos Dumont deixou o Palácio na certeza de que a busca do seu ideal tinha valido a pena. Ainda assim sobra-lhe energia para enfrentar outra noitada de enfadonhas homenagens. Às 21 horas o “Smart Theatro” ofereceu-lhe uma sessão especial na qual foram projetados documentários paranaenses. No dia seguinte, nove de maio, pela manhã, Santos Dumont embarca na estação ferroviária tendo sido acompanhado carinhosamente pelos curitibanos que conservava o mesmo entusiasmo de chegada a um dos mais importantes brasileiros.
Quase três meses depois de haver tomado a decisão de enfrentar os sertões paranaenses para chegar até ao Presidente do Estado, eis que o Presidente Affonso Alves Camargo cumpre sua promessa: “Decreto nº. 653 – de 28 de julho de 1916 – O Presidente do Estado do Paraná...tendo em consideração a necessidade de reservar-se desde já, uma área de terras junto às Cataratas do Iguaçu, denominadas Santa Maria, na fronteira com a República Argentina, para o estabelecimento de uma povoação e um parque: DECRETA – Fica declarado de utilidade publica para o fim de nele se estabelecerem uma povoação e um parque...baixou com o decreto...o lote de terras concedido a Jesus Vall pelo Ministério da Guerra, na ex-Colônia Militar de Foz do Iguaçu, com a área de mil e oito hectares, à margem direita do Rio Iguaçu, junto aos saltos de Santa Maria. – Assinado: Affonso Alves Camargo e Caetano Munhoz da Rocha.
Com o decreto governamental o uruguaio Jesus Vall deixa de ser “proprietário” das Cataratas e dos duzentos e cinco hectares de terra onde hoje se situa o Parque Nacional. O governo ofereceu ao uruguaio a quantia de dez mil pesos argentinos. Inconformado, dirige várias cartas ao Sr. Frederico Engel lamentando-se que:
“Após 18 anos de sacrifícios... o terreno, a casa e outras coisas não têm valor?”.
Um outro documento importante ligado ao fato é redigido no Rio de Janeiro em 24 de agosto de 1931 pelos senhores Trajano Corrêa e Waldemar Bitencourt endereçado a Santos Dumont. Trata-se de carta datilografada em três laudas da qual extraímos alguns trechos:
“Tendo ciência de que V.Exa. há muitos anos, passando pelo Alto Paraná Brasileiro, em visita às Cataratas de Santa Maria, deslumbrado pela magnificência do cenário que contemplou, demonstrou o desejo de fundar uma Companhia para estabelecer ali um Centro de Turismo nacional e internacional...não é possível que aquela faixa de terra nacional...continue no desprezo criminoso...Ali, em terra nossa, a população é composta de 95% de estrangeiros e a língua usada não é nacional e a própria moeda é estrangeira!...V.Exa. com sua visita às Cataratas de Santa Maria prestou um grande serviço ao Brasil. Foi devido à visita de V.Exa. que o Estado do Paraná adquiriu, por compra, o terreno que fica junto às Cataratas Santa Maria...Fundamos em Foz do Iguaçu uma sociedade civil denominada Centro Turístico das Três Fronteiras...que se propõe a construir uma cidade-jardim e um lindo cassino-hotel junto às Cataratas, estabelecendo navegação brasileira no Rio Paraná...O glorioso nome de V.Exa. – maior de todos nós – por si só representará a vitória da Companhia Nacional de Turismo, na concretização dessa obra de forte brasilidade...Deus guarde V.Exa., melhor orgulho do Brasil...” Infelizmente Santos Dumont não pode participar do projeto alegando estar muito doente...
Santos Dumont é homenageado em Curitiba com uma partida de futebol amistosa.
O local é o campo do Atlético Paranaense, então Internacional Foot-ball Club.
Santos Dumont merece, com toda justiça, que seja também glorificado, com o título de PAI DO TURISMO BRASILEIRO e o dia 8 DE MAIO como a DATA NACIONAL DO TURISMO BRASILEIRO.
Graças a feliz iniciativa de Dona Elfrida Rios e contando com o apoio de entidades, entre as quais o programa de televisão Entre Nuvens e Estrelas, foi colocada uma estátua de Santos Dumont, em tamanho natural, próximo às Cataratas. A iniciativa contou com o apoio de entidades, entre as quais o programa de televisão Entre Nuvens e Estrela que foi apresentado por mais de vinte anos “dedicado à criação, manutenção e elevação de uma sadia mentalidade aeronáutica.”
Na Praça Santos Dumont, que fica a 100 metros das quedas principais das Cataratas do Iguaçu, encontra-se uma estátua, em tamanho natural, homenageando o criador do turismo brasileiro.
Foto: Sidnei Capeletto
No lado esquerdo Ayrton Borges e no direito Átila José Borges - produtores e apresentadores do programa de televisão Entre Nuvens e Estrelas que permaneceu na TV Paranaense Canal 12 de Curitiba por mais de 20 anos.
No centro, o chofer que conduziu Santos Dumont de Ponta Grossa para Curitiba em 1916.
Entre outros significativos projetos, Entre Nuvens e Estrelas foi responsável também pela construção da réplica fiel da aeronave Demoiselle de Santos Dumont e que foi doada ao Museu Aeroespacial; ajudou também a construir o Hospital Brigadeiro Eppinghaus; criou o Museu Entre Nuvens e Estrelas; foi um dos promotores do Concurso Internacional de Documentos Históricos do Centenário de Nascimento de Santos Dumont; construiu e expôs réplica perfeita do Balão Brasil; obteve 11 (onze inscrições) nos Anais da Câmara Federal em Brasília, Assembléia Legislativa do Estado do Paraná e Câmara Municipal de Curitiba; obteve homenagens das forças aéreas do Brasil, dos Estados Unidos, Paraguai, Equador, Itália, Turquia e Vietnã do Sul; criou o Museu Entre Nuvens e Estrelas que recentemente foi doado à Universidade Tuiuti de Curitiba e que o abriga em prédio próprio.
Átila José Borges
Na primeira década do século passado, os meios de comunicação eram bastante precários e escassos, mas mesmo assim um genial brasileiro era conhecido em boa parte do mundo. ALBERTO SANTOS DUMONT-cognominado o PAI DA AVIAÇÂO – e que cobriu de glórias o nosso país. Os principais países daquela época disputavam à honra de tê-lo como hóspede oficial. O que dizer então de um país sul-americano em recebê-lo? E quanto mais de uma cidade brasileira?
Indiscutivelmente Santos Dumont era um astro de primeira grandeza para a incipiente mídia existente. No auge de sua fama, mais precisamente em 1910 e então com trinta e sete anos, encerrou a sua laureada carreira de inventor, construtor e aviador, inclusive como piloto-de-provas dos seus próprios inventos. Ele estava agora mais livre para atender aos inúmeros convites de todo o mundo. Em abril de 1916 é realizado no Chile um Congresso de Aviação para o qual Santos Dumont é o convidado de honra e, como principal atração, acaba suplantando até as últimas “máquinas voadoras” levadas pelos congressistas. Após o Congresso e quando deveria regressar ao Brasil, via Buenos Aires, cede aos apelos das autoridades argentinas para visitar as “extraordinárias Cataratas do Rio Iguassu”. A bordo de um barco argentino ele chega a “Puerto Iguassu” no dia 22 de abril de 1916, hospedando-se no hotel de Leandro Arechea em Puerto Aguirre na Argentina. Tinha agora quarenta e três anos. Possuía aproximadamente cinqüenta quilos e uma estatura de aproximadamente 1,52cm.
Henrique Dumont Villares, seu tio, escreve: “meu sobrinho gostava de caminhadas. Muito metódico e organizado, era dotado, também, de uma simplicidade natural. Não gostava de fumo e bebida. Apreciava participar de concertos e de ir a teatros. Tinha aversão ao jogo e às frivolidades. Admirava e praticava esportes, sobretudo o tênis. Gozava de excelente saúde, a despeito do corpo franzino”.
Do Congresso de Aviação no Chile, trouxera uma preciosa lembrança; um porta-retrato com a fotografia da chilena Maria Luiza que conhecera durante o evento. Essa lembrança pode ser vista no “Museu da Encantada” em Petrópolis - Rio de Janeiro.
UM ENFOQUE NECESSÁRIO
Em 1915 um brasileiro de nome Frederico Engel estava estabelecido com um hotel em Posadas-Missiones, na Argentina. Um dia recebe um hóspede ilustre: Coronel Jorge Schimmelpfeng, então prefeito da “Vila da Foz do Iguassu” que acaba incentivando o hoteleiro para se instalar na cidade brasileira. Conhecendo o vilarejo de perto e a beleza extraordinária dos “Saltos de Santa Maria”, do lado brasileiro, e animado pelo convite do prefeito, Frederico muda-se com a família. No dia 15 de novembro de 1915 inaugura naquela localidade, o Hotel Brasil, sendo assim o primeiro gerente hoteleiro da cidade.
Avenida Brasil em Foz de Iguaçu – Ano: 1917.
O prédio à direita é o Hotel Brasil – o primeiro hotel da cidade onde se hospedou Santos Dumont.
“À medida que a carroça avançava lentamente com grandes dificuldades, para o turista amante da natureza, esse tempo passava ligeiro, embora fossem tomadas mais de seis horas”. A viagem era sempre cheia de surpresas, além da contemplação da imensa riqueza da mata virgem, das aves e dos bichos. Bandos de papagaios, cabritos, tucanos, pombas, jacus, patos silvestres, araras, garças, andorinhas e passarinhos de todas as espécies enchiam a mata de vida e encanto. Eram comuns encontram milhares de borboletas reunidas que formavam manchas no chão e com a passagem da carroça revoavam, formando verdadeiras nuvens multicores. A fauna era rica, tinha bandos de macacos a saltitar de uma árvore para outra, quatis, lagartos, veados que fugiam assustados ao ver a presença dos intrusos. Também existiam muitas cobras, aranhas-caranguejeiras e até onças que deixavam seus rastros marcados na lama da estrada. Afinal, não era só a vida da fauna que distraía o sacrificado “turista”. Existiam maravilhosas parasitas, orquídeas em árvores frondosas de onde pendiam imensos cipós. Os lindos e frondosos ipês, cobertos de flores amarelas e roxas... Era uma maravilhosa picada que “Culminava com as Cataratas em uma vegetação e fauna vivas."
1915 – Os turistas eram transportados até as Cataratas em precárias estradas carroçáveis.
O percurso durava seis horas. Na foto, de 1915, o irmão de Dona Elfrida Rios transporta um grupo de turistas
Dona Elfrida não continha as emoções sempre ao relatar as preciosas passagens em sua vida. Seus olhos marejavam constantemente em olhos cristalinos e expressivamente vivos. Costumava dizer: "só quem participou como eu, dos árduos trabalhos do meu pai pode dar valor às dificuldades que enfrentou sem esmorecer, desejando o bem comum. Papai não era ganancioso e egoísta, o que desejava ardentemente, como bom patriota, era que nossas cataratas, tão privilegiadas pela natureza fossem conhecidas pelo mundo e visitadas pelo lado brasileiro...” Já, para seu pai, Dona Elfrida não reclama nada: “Não peço nada para o meu pai, a não ser o respeito na história do turismo de Foz do Iguaçu.”. No entanto, para o Sr. Frederico Engel – se já não bastasse o fato da sua luta pioneira, outra belíssima história estava para ser contada. É então mister que voltemos a Santos Dumont e a sua visita às Cataratas do lado brasileiro...
Quando Frederico Engel soube que Santos Dumont estava hospedado no lado argentino e que a sua visita seria encerrada por lá, procurou de imediato o prefeito de Foz do Iguaçu, na época, o Sr. Jorge Schimmelpfeng para convencê-lo o ilustre brasileiro para visitar “o outro lado das cataratas”.
Foi então organizada uma Comissão, da qual fazia parte o Sr. Frederico. Com muito custo foi possível chegar até ao genial patrício que não só a recebeu jubilosamente como aceitou prontamente o convite feito pelo prefeito. No mesmo instante cancelou o resto da sua programação dispensando as honrarias do governo argentino e partiu com a Comissão com destino ao Brasil.
No dia 24 de abril de 1916, para gáudio do Sr. Frederico Engel, o hóspede do quarto número dois do improvisado Hotel Brasil das Cataratas, fez o seu registro no livro de hóspedes, com as seguintes anotações:
“Nombre: Santos=Dumont – Nacionalidad: brazileiro – Procedência: Buenos Aires – Destino: Rio de Janeiro – Llegada: 24-04-1916”.
A municipalidade ainda tomada de surpresa pela repentina decisão de Santos Dumont explode de euforia, improvisando de imediato uma churrascada para homenagear o herói. Durante o encontro o aeronauta ouve mais comentários positivos sobre as maravilhas das Cataratas do lado brasileiro. Já empolgado pela beleza que havia apreciado do lado argentino, não se conteve decidindo conhecê-la logo após o almoço. E assim, acompanhado pelo Sr. Frederico e seu filho, partiram, a cavalo pela difícil trilha. Santos Dumont hospeda-se durante dois dias no pequeno hotel de madeira, à beira das Cataratas. Extasia-se com as majestosas quedas e quer admirá-las de todos os ângulos possíveis. Durante a visita comete uma imprudência que quase lhe custa a vida, segundo comentários do Sr. Frederico. O notável visitante, no afã de “descobrir” as fabulosas quedas, usa como passagem, em cima do Salto Floriano, uma árvore que ali havia encalhado. Foi até a extremidade da tora e ali ficou imóvel por muito tempo apreciando a paisagem, debruçado sobre o abismo. Ao retornar, o Sr. Frederico e filho manifestaram a preocupação pelo inusitado ato, mas Santos Dumont bate-lhe às costas dizendo que as alturas não o perturbavam.
À noite do segundo dia, enquanto tomavam um saboroso café acompanhado de broa caseira e pinhões assados, cozidos e sapecados, o hóspede desejou saber mais sobre as fabulosas caídas de água, bem mais bonitas das que tinha visto do lado argentino. De fato, estava super empolgado pela visita e não deixava de manifestar o seu orgulho em serem brasileiras. Foi quando então, quase deixou a pesada xícara de café cair de suas mãos quando o Sr. Frederico disse: “Não, elas não são brasileiras”... São de propriedade do uruguaio Sr. Jesus Vall. Estupefato, levantou-se num grande impulso e com profunda indignação exclamou:
- Não! Isso não pode ser real... Não concordo de modo nenhum. As Cataratas são brasileiras. Isso é um insulto! Será que as nossas autoridades estão cegas diante dessa grandiosidade? Vou lutar contra essa cegueira. Vou até Curitiba falar com o Presidente do Paraná. Vou levar o meu protesto e descontentamento por essa entrega inconseqüente. Aqui já deveria existir um Parque Nacional... Sua revolta ecoou na escuridão por entre o casebre de madeira e se espalharam pela mata. Voltando-se para seus anfitriões, quase em forma de súplica, pediu:
- Por favor, amanhã mesmo, bem cedo, quero seguir para Curitiba.
O Sr. Frederico procurou argumentar com Santos Dumont que praticamente não existiam caminhos entre Foz do Iguaçu e Guarapuava. O único meio para chegar até lá seria seguir em caravana, por picadas, a cavalo, seguido de morosos muares para levar alimentos e água. De Foz do Iguaçu até a cidade paranaense de Guarapuava foram seis dias de penosa viagem. Só mesmo um espírito intrépido, idealístico e desbravador, qualidades intrínsecas de Santos Dumont poderiam levar alguém a cometer tal desvario. Abrindo picadas e enfrentando centenas de quilômetros por caminhos inacessíveis e dormindo em florestas e descampados, a mercê de infortúnios e desconfortos, o indômito aeronauta dissimulava, agora, um épico bandeirante. Sua indignação pela injustificada apropriação da soberba riqueza das Cataratas, tinha que ser ouvida... Para seu espírito, um elevado propósito não tinha obstáculos. Demonstrava mais uma vez a sua fibra, tenacidade e coragem em vencer obstáculos para realizar-se no propósito que tomara para si e que, na realidade, era de todo o Brasil.
Frederico e Carolina Engel – pais de Dona Elfrida – pioneiros da hotelaria em Foz do Iguaçu e responsáveis pelo convite que mudaria a história do turismo nacional.
A IMPRENSA DESTACA A VIAGEM DE SANTOS DUMONT A CURITIBA
Vale registrar o comentário jornalístico do jornal “A República” de Curitiba, ao reportar na edição do dia 27 de abril de 1916, a propalada visita de Santos Dumont às Cataratas: “Santos Dumont voltou ontem dos Saltos do Iguaçu, mostrando-se encantado com a beleza das quedas e qualificando-as de Niágara Latino.”
O grande brasileiro disse que o nosso Niágara possui a “alma polymorpha, polycrona e polysona, cheia de recônditos mysterios, só apreciáveis de difficeis pontos de observação...Dumont escalou-as intrepidamente, e de volta a esta vila expôs um plano que vai apresentar tornando-as facilmente acessíveis “...o galhardo cavalleiro, o eminente aviador viajou bravamente.” O mesmo jornal, no dia seguinte, estampa em grande destaque, a manchete: SANTOS DUMONT VIRÁ À CURITIBA, com o seguinte comentário:
“Telegramas transmitidos da Foz do Iguaçu...informa-nos que o arrojado aeronauta, depois de visitar os Saltos do Iguaçu, cujas belezas sugestionaram seu espírito, seguiu rumo à Guarapuava, atravessando os nossos sertões para conhecer as nossas exuberantes florestas, estudar os nossos costumes, ter finalmente uma idéia segura do Paraná moderno...A vinda do arrojado aeronauta ao nosso Estado a todos nós deve interessar. “Conhecer Santos Dumont, vê-lo de perto é sentir emocionada a fibra sensível do nosso patriotismo...”.
Não se tem registro dos seis dias que Santos Dumont enfrentou até chegar à cidade de Guarapuava. Sabe-se que seguiu boa parte da jornada seguindo os fios da linha telegráfica.
Finalmente o desbravador dos ares e da terra é recebido às dezenove horas a “dez léguas” da cidade por um expressivo grupo de guarapuavanos tendo à frente o prefeito Luiz Scheleder. Em uma improvisada instalação de madeira é instalado para descansar.
No dia seguinte ele desloca-se, agora de automóvel, e ao chegar a Guarapuava é recebido entusiasticamente por quase toda a população da cidade. Com poucas horas de descanso depois de exaustiva viagem, cumpre ainda um extenso programa que a municipalidade havia programado. As homenagens culminam com uma grande festa noturna. Pacientemente recebe uma torrente de discursos e abraços... Demonstrando grande vigor físico, Santos Dumont passa apenas uma noite em Guarapuava. Tem um firme propósito e quer cumpri-lo o quanto antes. Continua de carro até Ponta Grossa. Recebe uma outra enxurrada de homenagens e parte, no primeiro trem, com destino à Curitiba. Depois de nove dias, desde sua saída de Foz do Iguaçu, finalmente chega a Curitiba.
O discurso para ser apresentado ao Presidente do Estado está na garganta do aeronauta. A sua convicção é insofismável: as Cataratas terão de ser brasileiras! No dia 5 de maio de 1916, às 20h50min o trem que conduzia Santos Dumont dá o primeiro apito de chegada encoberto de vivas pela multidão que se compactava na estação ferroviária. A multidão do lado de fora tenta invadir a estação sendo contida por um forte policiamento de guardas-civis e da Polícia Militar. Segundo a imprensa, a opinião é unânime: quase toda Curitiba estava presente.
As autoridades e personalidades mais representativas da cidade, comprimidas na plataforma da estação, aguardam a descida do ilustre visitante. Quando isso acontece, explode uma profusão de vivas. A primeira pessoa a cumprimentá-lo e entregar-lhe um “rico ramalhete de fores naturais” foi a Sra. Mariana Coelho, Diretora do Colégio que ostentava o nome do homenageado e que tinha sido a primeira instituição, em todo o Brasil, a receber essa deferência. Foi extremamente difícil para o “herói dos ares” descer os degraus da escadaria e chegar até ao “automóvel presidencial” que o esperava. Outra avalanche de homenagens havia sido preparada para Santos Dumont.
Embora contrariado em seu propósito de entrevistar-se com o Presidente do Estado o mais depressa possível, o cerimonial ainda o levou, no dia seguinte por um passeio por via férrea até Paranaguá e no retorno, de automóvel, passagens rápidas pelas cidades de Antonina e Morretes. Exausto teria ainda de enfrentar naquela noite uma recepção com a sociedade curitibana.
Santos Dumont defronte ao tradicional Grande Hotel Moderno.
Os curitibanos queriam vê-lo de perto.
Uma outra exaustiva programação foi cumprida. O “Pai da Aviação” aguardou impaciente a hora de dialogar com o Presidente do Estado. Não queria ser indelicado com o povo que lhe dera tantas demonstrações de carinho.
DIA 8 DE MAIO DE 1916 UMA DATA INESQUECÍVEL PARA O TURISMO BRASILEIRO.
No dia 8 de maio de 1916 Santos Dumont é recebido oficialmente pelo Presidente do Estado Afonso Camargo. Na entrevista manifestou o seu entusiasmo pelas quedas brasileiras de Foz do Iguaçu e, ao mesmo tempo, a sua indignação por tão preciosa riqueza ser de propriedade particular e, surpreendentemente, de um estrangeiro. Reafirmou o propósito da sua viagem ao ver o descaso das autoridades brasileiras pelo estupendo potencial turístico que representavam as Cataratas. Chegou a sugerir que ali fosse construído um Parque Nacional. O Presidente do Estado e os demais presentes ouviram calados e um profundo silêncio se fez. Logo em seguida o Presidente faz uma promessa solene em atender os precisos argumentos do insigne visitante. Santos Dumont deixou o Palácio na certeza de que a busca do seu ideal tinha valido a pena. Ainda assim sobra-lhe energia para enfrentar outra noitada de enfadonhas homenagens. Às 21 horas o “Smart Theatro” ofereceu-lhe uma sessão especial na qual foram projetados documentários paranaenses. No dia seguinte, nove de maio, pela manhã, Santos Dumont embarca na estação ferroviária tendo sido acompanhado carinhosamente pelos curitibanos que conservava o mesmo entusiasmo de chegada a um dos mais importantes brasileiros.
Quase três meses depois de haver tomado a decisão de enfrentar os sertões paranaenses para chegar até ao Presidente do Estado, eis que o Presidente Affonso Alves Camargo cumpre sua promessa: “Decreto nº. 653 – de 28 de julho de 1916 – O Presidente do Estado do Paraná...tendo em consideração a necessidade de reservar-se desde já, uma área de terras junto às Cataratas do Iguaçu, denominadas Santa Maria, na fronteira com a República Argentina, para o estabelecimento de uma povoação e um parque: DECRETA – Fica declarado de utilidade publica para o fim de nele se estabelecerem uma povoação e um parque...baixou com o decreto...o lote de terras concedido a Jesus Vall pelo Ministério da Guerra, na ex-Colônia Militar de Foz do Iguaçu, com a área de mil e oito hectares, à margem direita do Rio Iguaçu, junto aos saltos de Santa Maria. – Assinado: Affonso Alves Camargo e Caetano Munhoz da Rocha.
Com o decreto governamental o uruguaio Jesus Vall deixa de ser “proprietário” das Cataratas e dos duzentos e cinco hectares de terra onde hoje se situa o Parque Nacional. O governo ofereceu ao uruguaio a quantia de dez mil pesos argentinos. Inconformado, dirige várias cartas ao Sr. Frederico Engel lamentando-se que:
“Após 18 anos de sacrifícios... o terreno, a casa e outras coisas não têm valor?”.
Um outro documento importante ligado ao fato é redigido no Rio de Janeiro em 24 de agosto de 1931 pelos senhores Trajano Corrêa e Waldemar Bitencourt endereçado a Santos Dumont. Trata-se de carta datilografada em três laudas da qual extraímos alguns trechos:
“Tendo ciência de que V.Exa. há muitos anos, passando pelo Alto Paraná Brasileiro, em visita às Cataratas de Santa Maria, deslumbrado pela magnificência do cenário que contemplou, demonstrou o desejo de fundar uma Companhia para estabelecer ali um Centro de Turismo nacional e internacional...não é possível que aquela faixa de terra nacional...continue no desprezo criminoso...Ali, em terra nossa, a população é composta de 95% de estrangeiros e a língua usada não é nacional e a própria moeda é estrangeira!...V.Exa. com sua visita às Cataratas de Santa Maria prestou um grande serviço ao Brasil. Foi devido à visita de V.Exa. que o Estado do Paraná adquiriu, por compra, o terreno que fica junto às Cataratas Santa Maria...Fundamos em Foz do Iguaçu uma sociedade civil denominada Centro Turístico das Três Fronteiras...que se propõe a construir uma cidade-jardim e um lindo cassino-hotel junto às Cataratas, estabelecendo navegação brasileira no Rio Paraná...O glorioso nome de V.Exa. – maior de todos nós – por si só representará a vitória da Companhia Nacional de Turismo, na concretização dessa obra de forte brasilidade...Deus guarde V.Exa., melhor orgulho do Brasil...” Infelizmente Santos Dumont não pode participar do projeto alegando estar muito doente...
Santos Dumont é homenageado em Curitiba com uma partida de futebol amistosa.
O local é o campo do Atlético Paranaense, então Internacional Foot-ball Club.
Santos Dumont merece, com toda justiça, que seja também glorificado, com o título de PAI DO TURISMO BRASILEIRO e o dia 8 DE MAIO como a DATA NACIONAL DO TURISMO BRASILEIRO.
Graças a feliz iniciativa de Dona Elfrida Rios e contando com o apoio de entidades, entre as quais o programa de televisão Entre Nuvens e Estrelas, foi colocada uma estátua de Santos Dumont, em tamanho natural, próximo às Cataratas. A iniciativa contou com o apoio de entidades, entre as quais o programa de televisão Entre Nuvens e Estrela que foi apresentado por mais de vinte anos “dedicado à criação, manutenção e elevação de uma sadia mentalidade aeronáutica.”
Na Praça Santos Dumont, que fica a 100 metros das quedas principais das Cataratas do Iguaçu, encontra-se uma estátua, em tamanho natural, homenageando o criador do turismo brasileiro.
Foto: Sidnei Capeletto
No lado esquerdo Ayrton Borges e no direito Átila José Borges - produtores e apresentadores do programa de televisão Entre Nuvens e Estrelas que permaneceu na TV Paranaense Canal 12 de Curitiba por mais de 20 anos.
No centro, o chofer que conduziu Santos Dumont de Ponta Grossa para Curitiba em 1916.
Entre outros significativos projetos, Entre Nuvens e Estrelas foi responsável também pela construção da réplica fiel da aeronave Demoiselle de Santos Dumont e que foi doada ao Museu Aeroespacial; ajudou também a construir o Hospital Brigadeiro Eppinghaus; criou o Museu Entre Nuvens e Estrelas; foi um dos promotores do Concurso Internacional de Documentos Históricos do Centenário de Nascimento de Santos Dumont; construiu e expôs réplica perfeita do Balão Brasil; obteve 11 (onze inscrições) nos Anais da Câmara Federal em Brasília, Assembléia Legislativa do Estado do Paraná e Câmara Municipal de Curitiba; obteve homenagens das forças aéreas do Brasil, dos Estados Unidos, Paraguai, Equador, Itália, Turquia e Vietnã do Sul; criou o Museu Entre Nuvens e Estrelas que recentemente foi doado à Universidade Tuiuti de Curitiba e que o abriga em prédio próprio.
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
jantar do dias dos professores Santa Izildinha
Jantar
Strogonoff de carne
1kg de alcatra
100 ml de conhaque
250g de de cogumelos em conserva
200ml de molho de tomate peneirado
1/2 xícara de creme de leite
1 cebola roxa
2 dentes de alho
1 colher de chá de pimenta do reino (de preferência moída na hora)
1 colher de chá de sal
4 colheres de sopa de óleo
2 colheres de sopa de maizena
1/4 xícara de água
Modo de fazer
Prepare a carne: Primeiro lave a carne sob água corrente e fria. Com uma faca bem afiada e sobre uma tábua de corte, retire toda a gordura da carne. Corte em bifes e depois corte em tirinhas finas. Ponha numa tigela e tempere com sal e pimenta e reserve.
DICA: Facas com lâminas feitas de cerâmica são bem mais leves para usar e mantém o sabor natural dos alimentos. São muito afiadas e excelentes para cortar carnes e peixes.
Prepare a cebola e o alho: Descasque a cebola e corte-a bem pequenininho. Descasque os dentes de alho com uma faquinha ou use um descascador apropriado. Esprema o alho com um espremedor ou corte bem pequeninho com uma faquinha.
Prepare a maizena: Dilua completamente a maizena na água e reserve.
Prepare o strogonoff: Em uma panela grande ou frigideira funda com tampa coloque o óleo e deixe aquecer. Depois ponha a cebola e o alho e deixe dourar mexendo para não queimar. Quando estiver douradinho, junte a carne e refogue. Deixe cozinhar tampada até que fique macia. Mexa de vez em quando para não grudar.
Quando o caldo secar bastante, acrescente o conhaque e queime-o com um fósforo aceso para "flambar" a carne. Isso dará um sabor especial ao strogonoff. Deixe queimar até evaporar o álcool do conhaque por completo.
Depois acrescente os cogumelos escorridos e cortados fininho e o molho de tomate e mexa mais um pouco. Junte a maizena diluída e mexa até encorpar, ficar mais grosso. Só então junte o creme de leite e mexendo sempre sem deixar que ferva, misture-o homogeneamente. Sirva quente e acompanhado das sugestões acima.
DICA: A tampa é importante, pois evita que os líquidos se evaporem muito rápido e que a carne fique ressecada.
Alcatra
Conhaque
Cogumelos
Molho de tomate
Creme de leite
Cebola roxa
Alho
Pimenta do reino preta
Sal
Óleo
Maizena
Strogonoff de carne
1kg de alcatra
100 ml de conhaque
250g de de cogumelos em conserva
200ml de molho de tomate peneirado
1/2 xícara de creme de leite
1 cebola roxa
2 dentes de alho
1 colher de chá de pimenta do reino (de preferência moída na hora)
1 colher de chá de sal
4 colheres de sopa de óleo
2 colheres de sopa de maizena
1/4 xícara de água
Modo de fazer
Prepare a carne: Primeiro lave a carne sob água corrente e fria. Com uma faca bem afiada e sobre uma tábua de corte, retire toda a gordura da carne. Corte em bifes e depois corte em tirinhas finas. Ponha numa tigela e tempere com sal e pimenta e reserve.
DICA: Facas com lâminas feitas de cerâmica são bem mais leves para usar e mantém o sabor natural dos alimentos. São muito afiadas e excelentes para cortar carnes e peixes.
Prepare a cebola e o alho: Descasque a cebola e corte-a bem pequenininho. Descasque os dentes de alho com uma faquinha ou use um descascador apropriado. Esprema o alho com um espremedor ou corte bem pequeninho com uma faquinha.
Prepare a maizena: Dilua completamente a maizena na água e reserve.
Prepare o strogonoff: Em uma panela grande ou frigideira funda com tampa coloque o óleo e deixe aquecer. Depois ponha a cebola e o alho e deixe dourar mexendo para não queimar. Quando estiver douradinho, junte a carne e refogue. Deixe cozinhar tampada até que fique macia. Mexa de vez em quando para não grudar.
Quando o caldo secar bastante, acrescente o conhaque e queime-o com um fósforo aceso para "flambar" a carne. Isso dará um sabor especial ao strogonoff. Deixe queimar até evaporar o álcool do conhaque por completo.
Depois acrescente os cogumelos escorridos e cortados fininho e o molho de tomate e mexa mais um pouco. Junte a maizena diluída e mexa até encorpar, ficar mais grosso. Só então junte o creme de leite e mexendo sempre sem deixar que ferva, misture-o homogeneamente. Sirva quente e acompanhado das sugestões acima.
DICA: A tampa é importante, pois evita que os líquidos se evaporem muito rápido e que a carne fique ressecada.
Alcatra
Conhaque
Cogumelos
Molho de tomate
Creme de leite
Cebola roxa
Alho
Pimenta do reino preta
Sal
Óleo
Maizena
sexta-feira, 16 de maio de 2008
turismo, algumas coisas mais....
A Indústria do turismo vem crescendo de maneira extremamente veloz em todo o mundo, garantindo um avanço econômico-social das mais diversas regiões e possibilitando, assim, a expansão do mercado de trabalho gerando empregos e propiciando uma distribuição de renda mais justa. O mercado internacional de turismo cresceu de 25 milhões de pessoas em 1950 para 500 milhões de pessoas em 1990. A previsão para o ano 2000 é de 700 milhões de pessoas (Vaz, 1999). França, Estados Unidos e Espanha, líderes do turismo mundial, absorveram 40% do mercado mundial em 1992.
Dados de 1999, da Empresa Brasileira de Turismo (Embratur), mostram que a América do Sul recebeu 15,4 milhões de visitantes, apresentando assim, um crescimento médio de 9,6%, desde 1995. Essa taxa de crescimento é a mais elevada dentre as áreas geográficas que possuem um volume de chegadas semelhante ao da América do Sul. Esse resultado, referente ao período de 1995-1999, tem sido influenciado pelo ritmo de crescimento do turismo em países como Brasil (34,3%), Bolívia e Peru (15%) e em menor medida Argentina (9,6%), Equador (5,1%) e Chile (4,5%). Pesquisa da Organização Mundial do Turismo (Embratur, 2000) comprova que 80% das viagens feitas no mundo são de curta distância, o que equivale a uma média de cinco horas. Como conseqüência desta constatação, o governo brasileiro vem investindo bastante no Mercosul.
O mercado de turismo vem sentindo de perto o impacto da evolução tecnológica. Mudanças significativas vem ocorrendo nesse setor desde a integração/interconexão possibilitada pela Internet e em virtude do desenvolvimento de novos e sofisticados sistemas operacionais. Desta forma, a aplicação de tecnologia de informação é tida como catalisadora dos sistemas de distribuição em turismo.
A Internet traz uma série de oportunidades de negócios e desafios para as empresas que atuam na indústria do turismo. Neste estudo estaremos enfocando, sobretudo, as mudanças causadas pela entrada das empresas de turismo no marketspace e a distribuição dos seus produtos/serviços via Internet.
O objetivo deste trabalho é mostrar a situação atual dos serviços oferecidos por cinco sites de empresas de turismo que atuam na Internet no Brasil, utilizando-a como ferramenta para promover e facilitar o contato entre os consumidores potenciais do produto turístico e os diversos provedores destes produtos/serviços.
2. POTENCIAL E IMPORTÂNCIA DO TURISMO NO BRASIL
Segundo dados da Embratur (2000), o Brasil possui apenas 0,3% do mercado mundial, o que equivale a 2 milhões de turistas por ano. Entretanto, o imenso potencial de crescimento que o Brasil dispõe, está transformando a atividade turística em um importante setor de desenvolvimento nacional. Números oficiais divulgados pela OMT mostram que o turismo externo, no Brasil, cresceu cerca de 34% nos últimos anos.
O crescimento da receita gerada com o turismo é impressionante se comparado a outros itens importantes da pauta de exportações brasileira. Em 1997 e 1998, o aumento da receita gerada pelo turismo foi de 41%, 28 pontos percentuais acima do crescimento da receita do minério de ferro exportado no mesmo período e 30 pontos acima do valor gerado com a exportação de açúcar. A performance refletiu-se na receita de US$ 3,6 bilhões em divisas, em 1998, com o ingresso de 4,8 milhões de turistas estrangeiros no país, só perdendo para a arrecadação obtida pelos exportadores de veículos (US$ 4,9 bilhões). Em 1999, o Brasil pulou do 43° lugar em 1994 para 29° no ranking da Organização Mundial de Turismo (OMT) de destino turístico mais demandado no mundo (Embratur, 2000).
No plano interno, o número de passageiros desembarcados em aeroportos nacionais foi de 13 milhões em 1994, saltando para 26 milhões em 1998. As receitas diretas com o turismo interno foram de US$ 13,2 bilhões. O turismo emissivo no Brasil cresceu 495% nos últimos 15 anos, contra 17% do turismo receptivo. Desde 1996, as ações do Governo Federal estão direcionadas para a expansão do turismo receptivo. E até 2002, está prevista a aplicação de US$ 6 bilhões em novos investimentos privados. Mas, se comparado às potencialidades brasileiras, o atual panorama do turismo ainda é limitado. O Plano Plurianual de Desenvolvimento do Brasil, para o período 2000-2003, tem por meta atingir o número de 6,5 milhões de turistas estrangeiros, até ao final de 2003, mas, para tanto, será necessário agregar novos produtos turísticos aos que hoje são oferecidos nos mercados internacionais, com aumento de qualidade e diversidade.
Diante de quadro tão promissor, a iniciativa privada resolveu começar a investir pesadamente neste setor. Hoje existem cerca de 300 novos hotéis de grande porte e dez novos parques temáticos em construção no Brasil. De acordo com Embratur (2000), estes investimentos gerarão 140 mil empregos diretos e 420 mil indiretos. Estudos da Organização Mundial do Turismo mostram que enquanto na indústria automobilística são necessários R$ 170 mil para gerar um emprego, no turismo apenas R$ 40 mil possibilitam um emprego direto num hotel; R$ 10 mil empregam uma pessoa num restaurante e R$ 50 podem garantir matéria-prima e emprego a um artesão.
3. PRODUTO TURÍSTICO
“Turismo é o conjunto de diversas atividades econômicas (pois gera renda e divisas), sociais (como geradora de empregos) e comerciais (como geradoras de vendas), incluindo atividades locais, regionais ou mesmo nacionais e internacionais, como agenciamento de viagens, transporte e práticas de lazer, além de outras ações que produzem riquezas e geram qualidade de vida de muitas regiões e países” (Kuazaqui, 2000).
Já o produto turístico (figura 1) é definido da seguinte forma por Vaz (1999): conjunto de benefícios que o consumidor busca em uma determinada localidade e que são usufruídos tendo como suporte estrutural um complexo de serviços oferecidos por diversas organizações.
O sistema de produção de turismo é composto por quatro agentes principais:
1. Produtores: linhas aéreas, hotéis, provedores e serviços locais.
2. Distribuidores: operadoras, agentes receptores e agentes de viagem.
3. Facilitadores: serviços financeiros.
4. Consumidor: passageiros, turistas.
Neste trabalho estaremos focando um dos agentes do sistema de produção de turismo no Brasil: o distribuidor, especificamente as agências de viagens que comercializam seus produtos e serviços na Internet.
Figura 1: O Produto Turístico
O Papel das Agências de Viagem
As agências de viagem funcionam como intermediários no processo de compra, mas embora o papel principal dessas agências seja o de providenciar o melhor local para a compra, o real problema é fazer com que as informações sobre os produtos sejam realmente adequadas. O produto turístico não pode ser visto, tocado ou fisicamente inspecionado antes da compra. Isto significa que o consumidor é dependente da informação. As agências de viagens podem oferecer aos consumidores opções de comparação, informações de consumo, restrições de viagens, seguros, dentre outras coisas.
Assim sendo, essas empresas devem se preocupar em fornecer informações sobre tipos de produtos, datas,
localizações, moedas estrangeiras e, baseado nestas informações, dar aconselhamento aos clientes. Fonte: VAZ, Gil Nuno (1999)
4. CANAL VIRTUAL DE VALOR
Porter (1986) define a cadeia de valor como um modelo que descreve as atividades da empresa relacionando o suprimento à demanda. É uma ferramenta que possibilita à empresa identificar atividades que criam valor para o cliente. A análise da cadeia de valores é um ótimo instrumento de avaliação de todas as atividades executadas na organização, pois permite que sejam identificados pontos fortes e oportunidades de melhoria em termos de custo ou de diferenciação de produtos. A cadeia de valor físico proposta é composta de uma seqüência linear de atividades, classificadas em primárias (logística interna, operações, logística externa, marketing e vendas) e secundárias ou de apoio (aquisição, desenvolvimento e tecnologia, gerência de recursos humanos e infra-estrutura da empresa). Na cadeia de valor físico, a informação é considerada como atividade secundária ou de apoio à tomada de decisão e à execução das atividades primárias (responsáveis pela agregação de valor ao produto).
Com a crescente evolução da automação e da tecnologia de informação e a disseminação das ferramentas de informática e dos meios de comunicação, os processo reais estão cada vez mais apoiados ou até mesmo sendo substituídos pelos virtuais. No processo virtual o produto ou serviço existe sob a forma de informação digital cuja disponibilização pode ser realizada eletronicamente. Segundo Rayport e Sviokla (1995), todos os negócios, atualmente, competem em dois mundos: o físico de recursos que o administrador pode ver e tocar e o virtual da informação. Sendo que este último fez surgir um novo local de criação de valor: o marketspace. As empresas precisam investir na criação de valor tanto no mundo físico quanto no mundo virtual. No entanto, os processos de criação de valor não são os mesmos nestes dois mundos.
As transformações ocorridas com o marketspace são sentidas em diversas formas. Quanto ao conteúdo, observa-se uma substituição física do bem por informações sobre o bem; quanto ao contexto nota-se que o contato físico entre vendedor, comprador é substituído pela interação eletrônica; e quanto à infra-estrutura as mudanças referem-se aos lotes de produtos substituídos por computadores e linhas de comunicação. As conseqüências destas transformações no marketspace são: mudanças na forma de comprar e entregar produtos; mudanças na lealdade do consumidor e mudança de forma radical na criação e percepção do valor.
MARTA CAMPOS MAIA
SUSANA CARLA FARIAS PEREIRA/
LUIZ CARLOS DISERIO/
Dados de 1999, da Empresa Brasileira de Turismo (Embratur), mostram que a América do Sul recebeu 15,4 milhões de visitantes, apresentando assim, um crescimento médio de 9,6%, desde 1995. Essa taxa de crescimento é a mais elevada dentre as áreas geográficas que possuem um volume de chegadas semelhante ao da América do Sul. Esse resultado, referente ao período de 1995-1999, tem sido influenciado pelo ritmo de crescimento do turismo em países como Brasil (34,3%), Bolívia e Peru (15%) e em menor medida Argentina (9,6%), Equador (5,1%) e Chile (4,5%). Pesquisa da Organização Mundial do Turismo (Embratur, 2000) comprova que 80% das viagens feitas no mundo são de curta distância, o que equivale a uma média de cinco horas. Como conseqüência desta constatação, o governo brasileiro vem investindo bastante no Mercosul.
O mercado de turismo vem sentindo de perto o impacto da evolução tecnológica. Mudanças significativas vem ocorrendo nesse setor desde a integração/interconexão possibilitada pela Internet e em virtude do desenvolvimento de novos e sofisticados sistemas operacionais. Desta forma, a aplicação de tecnologia de informação é tida como catalisadora dos sistemas de distribuição em turismo.
A Internet traz uma série de oportunidades de negócios e desafios para as empresas que atuam na indústria do turismo. Neste estudo estaremos enfocando, sobretudo, as mudanças causadas pela entrada das empresas de turismo no marketspace e a distribuição dos seus produtos/serviços via Internet.
O objetivo deste trabalho é mostrar a situação atual dos serviços oferecidos por cinco sites de empresas de turismo que atuam na Internet no Brasil, utilizando-a como ferramenta para promover e facilitar o contato entre os consumidores potenciais do produto turístico e os diversos provedores destes produtos/serviços.
2. POTENCIAL E IMPORTÂNCIA DO TURISMO NO BRASIL
Segundo dados da Embratur (2000), o Brasil possui apenas 0,3% do mercado mundial, o que equivale a 2 milhões de turistas por ano. Entretanto, o imenso potencial de crescimento que o Brasil dispõe, está transformando a atividade turística em um importante setor de desenvolvimento nacional. Números oficiais divulgados pela OMT mostram que o turismo externo, no Brasil, cresceu cerca de 34% nos últimos anos.
O crescimento da receita gerada com o turismo é impressionante se comparado a outros itens importantes da pauta de exportações brasileira. Em 1997 e 1998, o aumento da receita gerada pelo turismo foi de 41%, 28 pontos percentuais acima do crescimento da receita do minério de ferro exportado no mesmo período e 30 pontos acima do valor gerado com a exportação de açúcar. A performance refletiu-se na receita de US$ 3,6 bilhões em divisas, em 1998, com o ingresso de 4,8 milhões de turistas estrangeiros no país, só perdendo para a arrecadação obtida pelos exportadores de veículos (US$ 4,9 bilhões). Em 1999, o Brasil pulou do 43° lugar em 1994 para 29° no ranking da Organização Mundial de Turismo (OMT) de destino turístico mais demandado no mundo (Embratur, 2000).
No plano interno, o número de passageiros desembarcados em aeroportos nacionais foi de 13 milhões em 1994, saltando para 26 milhões em 1998. As receitas diretas com o turismo interno foram de US$ 13,2 bilhões. O turismo emissivo no Brasil cresceu 495% nos últimos 15 anos, contra 17% do turismo receptivo. Desde 1996, as ações do Governo Federal estão direcionadas para a expansão do turismo receptivo. E até 2002, está prevista a aplicação de US$ 6 bilhões em novos investimentos privados. Mas, se comparado às potencialidades brasileiras, o atual panorama do turismo ainda é limitado. O Plano Plurianual de Desenvolvimento do Brasil, para o período 2000-2003, tem por meta atingir o número de 6,5 milhões de turistas estrangeiros, até ao final de 2003, mas, para tanto, será necessário agregar novos produtos turísticos aos que hoje são oferecidos nos mercados internacionais, com aumento de qualidade e diversidade.
Diante de quadro tão promissor, a iniciativa privada resolveu começar a investir pesadamente neste setor. Hoje existem cerca de 300 novos hotéis de grande porte e dez novos parques temáticos em construção no Brasil. De acordo com Embratur (2000), estes investimentos gerarão 140 mil empregos diretos e 420 mil indiretos. Estudos da Organização Mundial do Turismo mostram que enquanto na indústria automobilística são necessários R$ 170 mil para gerar um emprego, no turismo apenas R$ 40 mil possibilitam um emprego direto num hotel; R$ 10 mil empregam uma pessoa num restaurante e R$ 50 podem garantir matéria-prima e emprego a um artesão.
3. PRODUTO TURÍSTICO
“Turismo é o conjunto de diversas atividades econômicas (pois gera renda e divisas), sociais (como geradora de empregos) e comerciais (como geradoras de vendas), incluindo atividades locais, regionais ou mesmo nacionais e internacionais, como agenciamento de viagens, transporte e práticas de lazer, além de outras ações que produzem riquezas e geram qualidade de vida de muitas regiões e países” (Kuazaqui, 2000).
Já o produto turístico (figura 1) é definido da seguinte forma por Vaz (1999): conjunto de benefícios que o consumidor busca em uma determinada localidade e que são usufruídos tendo como suporte estrutural um complexo de serviços oferecidos por diversas organizações.
O sistema de produção de turismo é composto por quatro agentes principais:
1. Produtores: linhas aéreas, hotéis, provedores e serviços locais.
2. Distribuidores: operadoras, agentes receptores e agentes de viagem.
3. Facilitadores: serviços financeiros.
4. Consumidor: passageiros, turistas.
Neste trabalho estaremos focando um dos agentes do sistema de produção de turismo no Brasil: o distribuidor, especificamente as agências de viagens que comercializam seus produtos e serviços na Internet.
Figura 1: O Produto Turístico
O Papel das Agências de Viagem
As agências de viagem funcionam como intermediários no processo de compra, mas embora o papel principal dessas agências seja o de providenciar o melhor local para a compra, o real problema é fazer com que as informações sobre os produtos sejam realmente adequadas. O produto turístico não pode ser visto, tocado ou fisicamente inspecionado antes da compra. Isto significa que o consumidor é dependente da informação. As agências de viagens podem oferecer aos consumidores opções de comparação, informações de consumo, restrições de viagens, seguros, dentre outras coisas.
Assim sendo, essas empresas devem se preocupar em fornecer informações sobre tipos de produtos, datas,
localizações, moedas estrangeiras e, baseado nestas informações, dar aconselhamento aos clientes. Fonte: VAZ, Gil Nuno (1999)
4. CANAL VIRTUAL DE VALOR
Porter (1986) define a cadeia de valor como um modelo que descreve as atividades da empresa relacionando o suprimento à demanda. É uma ferramenta que possibilita à empresa identificar atividades que criam valor para o cliente. A análise da cadeia de valores é um ótimo instrumento de avaliação de todas as atividades executadas na organização, pois permite que sejam identificados pontos fortes e oportunidades de melhoria em termos de custo ou de diferenciação de produtos. A cadeia de valor físico proposta é composta de uma seqüência linear de atividades, classificadas em primárias (logística interna, operações, logística externa, marketing e vendas) e secundárias ou de apoio (aquisição, desenvolvimento e tecnologia, gerência de recursos humanos e infra-estrutura da empresa). Na cadeia de valor físico, a informação é considerada como atividade secundária ou de apoio à tomada de decisão e à execução das atividades primárias (responsáveis pela agregação de valor ao produto).
Com a crescente evolução da automação e da tecnologia de informação e a disseminação das ferramentas de informática e dos meios de comunicação, os processo reais estão cada vez mais apoiados ou até mesmo sendo substituídos pelos virtuais. No processo virtual o produto ou serviço existe sob a forma de informação digital cuja disponibilização pode ser realizada eletronicamente. Segundo Rayport e Sviokla (1995), todos os negócios, atualmente, competem em dois mundos: o físico de recursos que o administrador pode ver e tocar e o virtual da informação. Sendo que este último fez surgir um novo local de criação de valor: o marketspace. As empresas precisam investir na criação de valor tanto no mundo físico quanto no mundo virtual. No entanto, os processos de criação de valor não são os mesmos nestes dois mundos.
As transformações ocorridas com o marketspace são sentidas em diversas formas. Quanto ao conteúdo, observa-se uma substituição física do bem por informações sobre o bem; quanto ao contexto nota-se que o contato físico entre vendedor, comprador é substituído pela interação eletrônica; e quanto à infra-estrutura as mudanças referem-se aos lotes de produtos substituídos por computadores e linhas de comunicação. As conseqüências destas transformações no marketspace são: mudanças na forma de comprar e entregar produtos; mudanças na lealdade do consumidor e mudança de forma radical na criação e percepção do valor.
MARTA CAMPOS MAIA
SUSANA CARLA FARIAS PEREIRA/
LUIZ CARLOS DISERIO/
COMO CALCULAR A QUANTIDADE DE COMIDA POR PESSOA
Calcule 5 a 8 salgadinhos por pessoa se houver almoço ou jantar em seguida.
Calcule 12 salgadinhos ou canapés por pessoa se houver apenas um prato quente em seguida (coquetel+prato quente).
Calcule 15 a 18 salgadinhos por pessoa se houver apenas coquetel.
Calcule aproximadamente 150 gramas de massa por pessoa se for servi-la como acompanhamento e 200 gramas se for servi-la como prato principal.
Calcule 120 gramas de frutas e vegetais por pessoa.
Calcule aproximadamente 200 gramas de carnes ou peixes por pessoa em um almoço ou jantar onde haverá outros pratos e 300 gramas em um churrasco.
Calcule 50 gramas de arroz por pessoa. Quando cozido o arroz triplica o seu peso, ou seja, 50 gramas de arroz cru são equivalentes a 150 gramas de arroz cozido.
Uma fôrma com 22cm de diâmetro de torta salgada ou doce serve até 10 pessoas.
Calcule 5 ou 6 docinhos por pessoa.
Calcule 60 gramas de bolo por pessoa (caso haja docinhos ou outras sobremesas) e 100 gramas por pessoa (se o bolo for a sobremesa).
Calcule 1 bola de sorvete por pessoa (aproximadamente 150 gramas).
Em relação às sobremesas, o ideal é fazer com que cada sobremesa dê para todos os convidados.
COMO CALCULAR A QUANTIDADE DE CARNE EM UM CHURRASCO
O site do Serviço de Informação da Carne (SIC) oferece ótimas informações que vão desde o cálculo da quantidade de carne para um churrasco até dicas sobre a melhor forma de assar. Vale a pena visitar!
OUTRAS DICAS
Para economizar: Se vocês querem economizar, não exagerem na quantidade de pratos! Quanto mais opções disponíveis, mais as pessoas irão comer e até desperdiçar! A maioria vai querer experimentar um pouquinho de cada coisa. O mesmo vale para as sobremesas: se você pudesse escolher entre bolo de chocolate e bolo de chocolate branco, não iria querer um pedaço de cada?
Para escolher o cardápio: Se vocês estão em dúvida sobre o que servir, apostem naquilo que todo mundo come. Bem melhor do que servir comida exótica ou aquele prato que o seu amor adora e ninguém mais! Deixem estas delícias para um jantar a dois e sirvam o que agrada a maioria!
Quando há muitas crianças na festa: Vocês decidiram servir uma comida super requintada, mas terão muitas daminhas, pajens e vários filhos de amigos na festa? Pensem na possibilidade de preparar um cardápio especial para eles. Que tal mini pizzas, batatinhas fritas e pequenos hambúrgueres? A criançada vai adorar e os pais irão elogiar o gesto de delicadeza dos noivos!
NA HORA DE ESCOLHER AS BEBIDAS PARA A FESTA
Um pouquinho mais difícil do que calcular a quantidade de comida, a quantidade de bebidas depende dos mesmos fatores citados acima, além de:
Estação do ano - No verão, bebidas como água, refrigerantes e cerveja serão mais consumidas. No inverno, o consumo de vinho será maior.
Quem serão os convidados - os amigos de vocês certamente consumirão mais bebidas do que as tias idosas e as amigas da sua mãe.
Variedade - Se houver apenas refrigerante, cerveja e água (geralmente inclusos no preço por pessoa do buffet), a quantidade consumida destas será bem maior do que em uma festa onde houver também champanhe, vinho e uísque.
Tipo de festa - Em uma festa animada por uma banda que tocará até altas horas da madrugada, o consumo de água e outras bebidas será bem maior do que em um jantar ou coquetel mais tranqüilo.
COMO CALCULAR A QUANTIDADE DE BEBIDA POR PESSOA (APROXIMADAMENTE)
Calcule 1 garrafa de vinho tinto para cada 3 ou 4 pessoas quando este for servido durante um almoço ou jantar.
Calcule 1 garrafa de vinho para cada 2 pessoas quando este for servido durante um coquetel.
Calcule 1 garrafa de champanhe para cada 2 pessoas em uma festa "bolo-com-champanhe", onde o champanhe será servido do começo ao fim da festa.
Calcule 1 garrafa de champanhe para cada 8 pessoas quando este for servido apenas na hora do brinde.
Uma garrafa de uísque serve 10 pessoas.
Em uma festa onde haverá apenas cerveja, refrigerantes e água, calcule 1 garrafa de cerveja por convidado (600ml).
Em uma festa onde haverá também vinho tinto e branco, calcule 1 garrafa de cerveja para cada 4 convidados.
Em uma festa onde haverá vinho tinto, branco e uísque, calcule 1 garrafa de cerveja para cada 6 convidados.
Calcule 400ml de refrigerante por pessoa em uma festa onde haverá também outras bebidas e 600ml por pessoa em uma festa onde haverá apenas refrigerantes e água.
Calcule 200ml de água mineral por pessoa.
Calcule uma garrafa de 750ml de coquetel de frutas para cada 25 convidados
OUTRAS DICAS
Contrate um serviço de buffet - Organizar uma festa sozinha pode ser uma delícia quando você tem tempo disponível, mas como os preparativos do casamento não se resumem à festa, o melhor a fazer nessa hora é contratar um buffet para cuidar de todos os detalhes. Você evitará maiores preocupações com a comida da festa se escolher bons profissionais!
Cálculos aproximados - Como dissemos, estas quantidades são aproximadas e variam muito de acordo com os fatores citados acima. Converse com o responsável pelo serviço de buffet antes de fechar as bebidas. Se for possível comprá-las em consignação, melhor.
Lembre-se - De providenciar refrigerantes diet e água para os diabéticos, idosos e para os que não tomam bebidas alcoólicas.
COMO CALCULAR A QUANTIDADE DE GARÇONS EM UMA FESTA
Calcule 1 garçom para cada 15 convidados em coquetéis e 1 para cada 12 convidados em jantares sentados.
Calcule 12 salgadinhos ou canapés por pessoa se houver apenas um prato quente em seguida (coquetel+prato quente).
Calcule 15 a 18 salgadinhos por pessoa se houver apenas coquetel.
Calcule aproximadamente 150 gramas de massa por pessoa se for servi-la como acompanhamento e 200 gramas se for servi-la como prato principal.
Calcule 120 gramas de frutas e vegetais por pessoa.
Calcule aproximadamente 200 gramas de carnes ou peixes por pessoa em um almoço ou jantar onde haverá outros pratos e 300 gramas em um churrasco.
Calcule 50 gramas de arroz por pessoa. Quando cozido o arroz triplica o seu peso, ou seja, 50 gramas de arroz cru são equivalentes a 150 gramas de arroz cozido.
Uma fôrma com 22cm de diâmetro de torta salgada ou doce serve até 10 pessoas.
Calcule 5 ou 6 docinhos por pessoa.
Calcule 60 gramas de bolo por pessoa (caso haja docinhos ou outras sobremesas) e 100 gramas por pessoa (se o bolo for a sobremesa).
Calcule 1 bola de sorvete por pessoa (aproximadamente 150 gramas).
Em relação às sobremesas, o ideal é fazer com que cada sobremesa dê para todos os convidados.
COMO CALCULAR A QUANTIDADE DE CARNE EM UM CHURRASCO
O site do Serviço de Informação da Carne (SIC) oferece ótimas informações que vão desde o cálculo da quantidade de carne para um churrasco até dicas sobre a melhor forma de assar. Vale a pena visitar!
OUTRAS DICAS
Para economizar: Se vocês querem economizar, não exagerem na quantidade de pratos! Quanto mais opções disponíveis, mais as pessoas irão comer e até desperdiçar! A maioria vai querer experimentar um pouquinho de cada coisa. O mesmo vale para as sobremesas: se você pudesse escolher entre bolo de chocolate e bolo de chocolate branco, não iria querer um pedaço de cada?
Para escolher o cardápio: Se vocês estão em dúvida sobre o que servir, apostem naquilo que todo mundo come. Bem melhor do que servir comida exótica ou aquele prato que o seu amor adora e ninguém mais! Deixem estas delícias para um jantar a dois e sirvam o que agrada a maioria!
Quando há muitas crianças na festa: Vocês decidiram servir uma comida super requintada, mas terão muitas daminhas, pajens e vários filhos de amigos na festa? Pensem na possibilidade de preparar um cardápio especial para eles. Que tal mini pizzas, batatinhas fritas e pequenos hambúrgueres? A criançada vai adorar e os pais irão elogiar o gesto de delicadeza dos noivos!
NA HORA DE ESCOLHER AS BEBIDAS PARA A FESTA
Um pouquinho mais difícil do que calcular a quantidade de comida, a quantidade de bebidas depende dos mesmos fatores citados acima, além de:
Estação do ano - No verão, bebidas como água, refrigerantes e cerveja serão mais consumidas. No inverno, o consumo de vinho será maior.
Quem serão os convidados - os amigos de vocês certamente consumirão mais bebidas do que as tias idosas e as amigas da sua mãe.
Variedade - Se houver apenas refrigerante, cerveja e água (geralmente inclusos no preço por pessoa do buffet), a quantidade consumida destas será bem maior do que em uma festa onde houver também champanhe, vinho e uísque.
Tipo de festa - Em uma festa animada por uma banda que tocará até altas horas da madrugada, o consumo de água e outras bebidas será bem maior do que em um jantar ou coquetel mais tranqüilo.
COMO CALCULAR A QUANTIDADE DE BEBIDA POR PESSOA (APROXIMADAMENTE)
Calcule 1 garrafa de vinho tinto para cada 3 ou 4 pessoas quando este for servido durante um almoço ou jantar.
Calcule 1 garrafa de vinho para cada 2 pessoas quando este for servido durante um coquetel.
Calcule 1 garrafa de champanhe para cada 2 pessoas em uma festa "bolo-com-champanhe", onde o champanhe será servido do começo ao fim da festa.
Calcule 1 garrafa de champanhe para cada 8 pessoas quando este for servido apenas na hora do brinde.
Uma garrafa de uísque serve 10 pessoas.
Em uma festa onde haverá apenas cerveja, refrigerantes e água, calcule 1 garrafa de cerveja por convidado (600ml).
Em uma festa onde haverá também vinho tinto e branco, calcule 1 garrafa de cerveja para cada 4 convidados.
Em uma festa onde haverá vinho tinto, branco e uísque, calcule 1 garrafa de cerveja para cada 6 convidados.
Calcule 400ml de refrigerante por pessoa em uma festa onde haverá também outras bebidas e 600ml por pessoa em uma festa onde haverá apenas refrigerantes e água.
Calcule 200ml de água mineral por pessoa.
Calcule uma garrafa de 750ml de coquetel de frutas para cada 25 convidados
OUTRAS DICAS
Contrate um serviço de buffet - Organizar uma festa sozinha pode ser uma delícia quando você tem tempo disponível, mas como os preparativos do casamento não se resumem à festa, o melhor a fazer nessa hora é contratar um buffet para cuidar de todos os detalhes. Você evitará maiores preocupações com a comida da festa se escolher bons profissionais!
Cálculos aproximados - Como dissemos, estas quantidades são aproximadas e variam muito de acordo com os fatores citados acima. Converse com o responsável pelo serviço de buffet antes de fechar as bebidas. Se for possível comprá-las em consignação, melhor.
Lembre-se - De providenciar refrigerantes diet e água para os diabéticos, idosos e para os que não tomam bebidas alcoólicas.
COMO CALCULAR A QUANTIDADE DE GARÇONS EM UMA FESTA
Calcule 1 garçom para cada 15 convidados em coquetéis e 1 para cada 12 convidados em jantares sentados.
receitas do fisi
RECEITAS DO FISI
Caldo verde
Ingredientes:
- 2 colheres (sopa) de óleo - R$ 0,01- 1 xícara (chá) de cebola picada - R$ 0,04- 2 dentes de alho picado - R$ 0,03- 5 pedaços de ossos (com 4 cm comprimento) - ½ xícara (chá) de tomate picado - R$ 0,04- 2 folhas de louro - R$ 0,04- 10 xícaras (chá) de água- Sal a gosto- ½ xícara (chá) de fubá - R$ 0,08- 1½ xícara (chá) de folhas de couve flor- 3 colheres (sopa) de salsa picada - R$ 0,02- Folhas da couve flor cortadas em tiras finas a gosto para decorar
Modo de Preparo:
Numa panela com o óleo, doure a cebola e o alho. Junte os ossos, o tomate e o louro. Acrescente 7½ xícaras (chá) de água e deixe na pressão por 40 minuto. Retire do fogo e coe o caldo. A parte, dissolva o fubá e 2½ xícaras (chá) de água e misture ao caldo de carne. Leve ao fogo para cozinhar o fubá por mais ou menos 5 minutos. Depois de cozido, adicione as folhas de couve-flor cortadas finas e repicadas, a salsa, acerte o sal e sirva quente decorado com folhas de couve picadas. Dica: se desejar, cozinhe duas batatas, bata no liquidificador com um pouco do caldo de carne e misture.
Caldo de feijão
Ingredientes:
4 colheres (sopa) de azeite
1 ½ cebola picada bem fina
1 ½ colher (sopa) de alho picado
200 g de carne (músculo, acém, costelinha de porco)
200 g de paio
4 tabletes de caldo de feijão
8 folhas de louro
500 g de feijão deixado no molho de um dia para o outro
3 litros de água, aproximadamente
1 ½ colher (sopa) de pimenta de tabasco ou calabresa
Sal a gosto
200 g da massa de sua preferência
Modo de Preparo:
Na panela de pressão, aqueça o azeite, o alho, a cebola, o paio e as carnes. Adicione o feijão, as folhas de louro, os tabletes de caldo de feijão, a água e tampe a panela.
Deixe na pressão por mais ou menos 40 minutos.
Retire os produtos da panela, bata no liquidificador e passe pela peneira.
Bata novamente o que ficou na peneira com água quente, deixe apurar em fogo baixo por cerca de 20 minutos.
Acerte o sal, pingando água de vez em quando.
Coloque a massa.
Sirva com crótons e queijo cremoso.
Observação:
Se você já tem o feijão cozido, com as carnes e temperado, bata-o no liquidificador e passe pela peneira, batendo com um pouco de água quente o que ficou na peneira.Leve para apurar por aproximadamente 20 minutos, pingando água de vez em quando.
Coloque a massa. Sirva com crótons e queijo cremoso.
SARDELLA
Ingredientes:
"200 GR. DE ALIECHE
400 GR. DE TOMATES VERMELHOS SEM SEMENTE
3 PIMENTOES VERMELHOS EM TIRAS
1 CEBOLA GRANDE PICADA
3 DENTES DE ALHO PICADO
1/2 XICARA DE CHA DE AGUA (+ OU -)
SAL, OREGANO, PIMENTA CALABRESA, SALSA, CEBOLINHA E AZEITE A GOSTO
"
Modo de Preparo:
"BATA NO LIQUIDIFICADOR OS TOMATES OS PIMENTOES, CEBOLA , ALHO, AGUA E TEMPEIROS, LEVE AO FOGO EM UMA PANELA REGADA COM AZEITE, DEIXE FERVER, JUNTE A ALICHE PICADA E DEIXE APURAR ATE QUE O AZEITE APARECA POR CIMA.
ALICHELLA:01 XICARA CHA DE AZEITE/OLEO03 DENTES DE ALHO SOCADOS120 G DE ALICHE NO OLEO ESCORRIDOS E PICADOS03 XICARAS CHA DE SALSINHA VERDE PICADA1/2 XICARA CHA DE AZEITONAS VERDES PICADINHAS01 FOLHA DE LOURO01 COLHER DE SOPA DE OREGANO SECO01 COLHER DE SOBREMESA RASA DE PIMENTA CALABRESA SECASAL SE NECESSARIOALICHELLA:AQUECA O AZEITE, JUNTE OS DEMAIS INGREDIENTES E DEIXE POR 2 MINUTOS. DESLIGUE O FOGO, DEIXE ESFRIAR, COLOQUE EM REFRATARIO E REGUE COM AZEITE. SIRVA SOMENTE NO DIA SEGUINTE.ACOMPANHAMENTOS: FATIAS DE PAO ITALIANO, TORRADINHAS E UM BOM VINHO.
Antipasto de berinjela
Ingredientes:
4 beringelas grandes
2 pimentões verdes
2 pimentões vermelhos
2 pimentões amarelos
6 tomates maduros
1 kg de cebola em rodelas
4 colheres (sopa) de alho picado
15 folhas de loro
500 ml de azeite
150 ml de vinagre
+/- 3 colheres (sopa) de sal
Modo de Preparo:
Corte a berinjela em tiras, coloque-as de molho em água limpa para tirar o amargo, reserve, corte em tiras os pimentões e os tomates, corte as cebolas em rodelas, escorra e aperte a berinjela em uma assadeira grande, forme camadas de berinjelas, pimentões, tomates, cebolas, alho, , loro, e um pouco de sal, repita esse processo, até finalizar todos os ingredientes, por último, misture o vinagre e o azeite, regue tudo, cubra com papel alumínio e leve ao forno médio por 01 (uma) hora, retire , tire o papel alumínio e volte ao forno até que tudo fique reduzido a metade, aproximadamente mais 1 hora e meia, se for necessário vá mexendo tudo, sirva com pão italiano, bom apetite.
BASE DE MOLHO BRANCO OU BECHAMEL PARA SER USADO PURO OU EM 3 VARIACOES
Ingredientes:
"MOLHO BRANCO:
2 COLHERES DE SOPA DE MANTEIGA
1 CEBOLA RALADA
2 COLHERES DE SOPA DE FARINHA DE TRIGO
1/2 LITRO DE LEITE MAIS OU MENOS
SAL, PIMENTA DO REINO E NOZ-MOSCADA A GOSTO
VARIACOES: 4 QUEIJOS
50 G DE GORGONZOLA
100 G DE REQUEIJAO CREMOSO
50 G DE QUEIJO PARMESAO RALADO
50 G DE QUEIJO PRATO OU MUSSARELA EM DADINHOS
VARIACOES: COGUMELOS
250 G DE COGUMELOS FRESCOS CORTADOS EM LAMINAS
2 COLHERES DE SOPA DE MANTEIGA
2 COLHERES DE SOPA DE CEBOLA RALADA
1 COLHER DE SOPA DE SALSA E CEBOLINHA PICADAS BEM MIUDINHAS
3 COLHERES DE SOPA DE VINHO BRANCO SECO
1 XICARA DE CAFE DE CALDO DE CARNE
VARIACOES: PARISIENSE
200 G DE PRESUNTO COZIDO CORTADO EM TIRINHAS
200 G DE SOBRAS DE FRANGO DESFIADAS
1 XICARA DE CHA DE ERVILHA COZIDA OU EM LATA
1 XICARA DE CHA DE COGUMELOS CORTADOS EM LAMINAS
1 COLHER DE SOPA DE MANTEIGA
5 COLHERES DE SOPA DE AZEITE
5 DENTES DE ALHO
MOLHO BRANCO:
NUMA PANELA DERRETA A MANTEIGA, FRITE A CEBOLA ATE MURCHAR, SEM CORAR. JUNTE A FARINHA DE TRIGO E DEIXE DOURAR UM POUCO. VA COLOCANDO O LEITE ATE ATINGIR A CONSISTENCIA DESEJADA MEXENDO SEM PARAR. TEMPERE COM SAL, PIMENTA E UMA PITADA DE NOZ-MOSCADA.
"
Modo de Preparo:
"VARIACOES: 4 QUEIJOS
COLOQUE MEIO LITRO DE MOLHO BRANCO NUMA PANELA E EM FOGO BEM BAIXO, VA JUNTANDO OS QUEUOS UM A UM E DEIXE A MUSSARELA OU QUEIJO PRATO PARA O FINAL.
VARIACOES: COGUMELOS
DERRETA A MANTEIGA E FRITE A CEBOLA. JUNTE OS COGUMELOS E DEIXE COZINHAR EM FOGO ALTO ATE QUE A AGUA NATURAL SEQUE. COLOQUE O VINHO BRANCO E DEIXE FERVER MAIS UM MINUTO. ACRESCENTE 1/2 LITRO DE MOLHO BRANCO E QUANDO FERVER, JUNTE AS ERVAS PICADAS.
VARIACOES: PARISIENSE
FRITE O ALHO NA MANTEIGA E NO AZEITE. QUANDO CORAR, JUNTE OS DEMAIS INGREDIENTES E DEIXE COZINHAR POR 5 MINUTOS. JUNTE 1/2 LITRO DE MOLHO BRANCO.
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